Queda de Cabelos

Calvície

Calvície (ou alopecia) é a perda de pêlos ou cabelos, em qualquer região pilosa no nosso corpo. Esta perda pode variar entre parcial ou total, e ser temporária ou permanente. Podemos ter freqüentemente perdas transitórias dos cabelos (ou fios da barba, cílios e sobrancelhas), que tendem a regredir com adequado tratamento. As causas transitórias mais comuns são:

  • Eflúvio Telógeno, nome complicado, mas que significa a perda dos cabelos devido a uma alteração do ciclo de vida do cabelo. É freqüente no pós-parto, em doenças febris, no uso de medicamentos, anemias, alimentação inadequada, etc...
  • Tricotilomania, quando o paciente com distúrbios psicológicos arranca e come os fios de cabelo;
  • Alopecia Areata, onde a queda de fios (cabelos, barba, cílios) ocorre rápida e espontaneamente, freqüentemente desencadeada por distúrbio fisiológico ou emocional. Pode, em alguns casos, se tornar definitiva;
  • Calvície hormonal, causada alteração hormonal, mas sem caráter genético, geralmente relacionada aos hormônios sexuais, alterados por um período ou por alguma patologia endócrina, como doença de tireóide em mulheres.

As perdas transitórias, como o próprio nome diz, podem regredir espontaneamente ou exigir tratamento médico para acelerar a recuperação dos cabelos.

Já as perdas permanentes não têm cura. O tratamento visa retardar a perda ou minimizar seus efeitos. A perda de cabelos permanente mais freqüente é a alopecia androgenética (AA). É causada pela predisposição genética (herdados tanto do lado materno como do lado paterno da família) e pelos hormônios masculinos (andrógenos). Na mulher, recebe diversas denominações como calvície comum, alopecia padrão masculino, alopecia androgenética padrão feminino, etc... Nos homens é conhecida como calvície masculina.

A calvície atinge os dois sexos, em diferentes fases da vida. É uma doença progressiva que se não tratada, tende a piorar com o passar do tempo. Nos homens, os primeiros sinais aparecem a partir dos 20 anos. Aos trinta anos, 30% dos homens ficarão calvos e aos 50 anos, atinge 50% dos homens, em maior ou menor intensidade. Nas mulheres, a queda de cabelos é observada inicialmente a partir dos 30 anos de vida até o início dos 40 anos, um pouco mais tarde comparando-se com a evolução nos homens, porém sem aumento nas mulheres após os 50 anos. A velocidade da perda dos cabelos varia entre os indivíduos, ocorrendo com freqüência em fases, num padrão descontínuo. Em alguns pacientes, a rarefação dos cabelos ocorre gradualmente ao longo de 20 ou 30 anos, enquanto em outros a velocidade de progressão pode ser muito rápida (nos pacientes com herança familiar da doença ou em mulheres com distúrbios endócrinos).

Os objetivos do tratamento da alopecia androgenética são retardar a rarefação (o afinamento) dos cabelos e aumentar o volume de cabelos no couro cabeludo. Como a alopecia androgenética é uma condição crônica, ela requer um compromisso por toda a vida com o tratamento farmacológico. Os primeiros resultados do tratamento surgem após três meses. A melhora não é necessariamente definitiva: se o tratamento for interrompido, é provável que o paciente perca tudo o que conseguiu em termos de crescimento de cabelos ao longo do tratamento. Mais de 80% de todas as alopecias constituem formas androgenéticas dessa condição.

Algumas pessoas nascem, por predisposição genética, com maiores possibilidades de desenvolver a calvície de padrão masculino. Estas pessoas apresentam um grande número de receptores hormonais nas células dos folículos capilares, situadas no vértice (região superior do couro cabeludo) e região frontal da cabeça (entradas). Sobre esses receptores age a enzima 5-alfa-redutase, que transforma a testosterona em diidrotestosterona (DHT). É o DHT que torna os cabelos cada vez mais finos, dando origem a alopécia androgenética. Geralmente os cabelos da nuca não respondem à ação do DHT.

Se os seus pais e avós são calvos, você tem a predisposição genética. Se os seus cabelos começarem a afinar no topo da cabeça e as entradas laterais se acentuarem, isto significa que você está desenvolvendo a calvície, que pode evoluir de diversas maneiras e atingir vários graus de calvície. É bom lembrar que o fio do cabelo não é permanente, a queda dos cabelos é considerada normal quando você perde, em média, 100 fios por dia. A perda diária é totalmente variável entre os indivíduos.

O diagnóstico é feito basicalmente pela história clínica. Também são usados o Tricograma, "pull-test" (que não é patognomônico), análise do cabelo, biópsia do couro cabeludo, e exames laboratoriais que podem ser necessários como perfil hormonal, dosagem de ferro, entre outros.

O principal objetivo da terapêutica é o de reverter ou estabilizar o processo de rarefação dos cabelos (miniaturização dos pelos), que é possível graças aos modificadores hormonais e biológicos. Existem medicamentos podem ser os inibidores de síntese hormonal, vasodilatadores, repositores de nutrientes, corticosteróides. O tratamento à base de remédios deve ser dado de acordo com a gravidade e a particularidade de cada caso. O dermatologista apresentará todas as possibilidades terapêuticas, inclusive o transplante de fios que é o tratamento mais eficaz.

O paciente deve entender que o tratamento da AA precisa ser feito o mais precocemente possível, e que qualquer tratamento deverá apenas estabilizar a progressão da doença, e não a recuperação dos cabelos perdidos.

Última atualização: 14/10/2005


Células-tronco de folículos capilares adultos podem ser usadas para clonar novos cabelos

Cientistas usaram truques genéticos para marcar as células-tronco salientes (saliência é a parte do folículo capilar onde as células-tronco estão localizadas) fazendo-as produzir uma proteína fluorescente (GFP) que as células ao redor não têm. Os mecanismos de classificação da célula padrão são então capazes de separar as células incandescentes das outras. O trabalho mostrou que estas células-tronco possuem muitas propriedades normalmente exibidas por células de outros tecidos, como a medula óssea.

Além disso, ao transplantarem algumas das células em ratos novos, elas produziram cabelos e todas as suas estruturas associadas: folículos, epidermes e glândulas sebáceas. Esse experimento soa muito excitante já que abre a possibilidade de cabelos humanos serem clonados da mesma forma.

Entretanto, é importante mencionar que os cientistas têm que combinar suas células-tronco com as células da pelo dos ratos recém-nascidos. Não pode ser excluído que as células da pele desses ratos facilitaram a clonagem capilar que as células da pele do rato adulto não seriam capazes de produzir.

Depois de depurar uma quantidade suficiente de células-tronco, os cientistas usaram chips de genes para achar quais genes foram ligados nas células-tronco. Grupos de genes mostravam serem especificamente manifestados somente em célula-tronco capilares e pesquisadores podem usar esses genes para identificar as mesmas células capilares em humanos.

Curiosamente, o minoxidil um dos dois únicos tratamentos para queda de cabelo aprovados pelo FDA, é suspeito por acelerar o crescimento de cabelos afetando canais de potássio. Intrigados, os cientistas descobriram que a expressão de genes codificando canais de potássio e os genes relacionados foram regulados de forma ascendente em células-tronco de folículos capilares. Isso quase sugere que o minoxidil estimula o crescimento de cabelos agindo na célula-tronco capilar.

Última atualização: 14/10/2005


Calvície em mulheres

Estima-se que 30 milhões de mulheres -- cerca de uma em cada cinco -- sofram perda de cabelo. Mesmo assim, as mulheres ainda são menos propensas do que os homens a terem problemas com a rarefação do cabelo: um em cada dois homens perde o cabelo aos 50 anos.

Raramente a queda de cabelos na mulher é tão evidente quanto à dos homens, pois o cabelo da mulher sofre queda difusa, não localizada. No entanto, o cabelo perdido na mulher de meia idade não se recupera. Acredita-se que seja influenciado por níveis de hormônios sexuais, que flutuam dramaticamente depois da menopausa, mas não está claro exatamente quais hormônios são responsáveis pelo processo. Às vezes essa rarefação pode ser visível e gerar risco de queimadura pelo sol e até câncer de pele no couro cabeludo. Esta perda dos cabelos é fonte de grande ansiedade e reclamação entre as pacientes dos dermatologistas.

A queda de cabelos na mulher jovem geralmente é temporária, e acontece depois do parto, ou devido a uma disfunção da tiróide, ou em resposta a um fator de estresse, como uma febre alta, dieta radical, cirurgias, infecções, uso de medicamentos (antibióticos, anticoncepcionais, hormônios, antiinflamatórios, analgésicos, etc...) ou anestesia geral.

A queda do cabelo é tão natural quanto seu crescimento. Perde-se de 50 a 100 fios de cabelo por dia, de acordo com a Academia Americana de Dermatologia. Em geral, as pessoas têm entre 90.000 a 140.000 fios de cabelos, e com a idade, a rarefação aumenta. Com 50 anos, você terá metade do número de fios que tinha aos 15. O folículo começa a produzir cabelo de menor qualidade - mais fino, mais esparso e mais branco.

Estima-se um aumento de 50% a 60% no número de mulheres com queda de cabelo devido aos penteados e escovas nos últimos 15 anos. Rabos-de-cavalo apertados, tranças e extensões de cabelo podem causar perda permanente por puxar continuamente as raízes, danificando os folículos. As trancinhas apertadas ao couro cabeludo, os pentes quentes e procedimentos de relaxamento do cabelo causaram uma "epidemia" de perda de cabelo entre mulheres negras. Outra causa de dano ao folículo é a tricotilomania, a compulsão de puxar ou arrancar os cabelos. Entre seis a oito milhões sofrem dessa forma de perda de cabelo, nove vezes mais mulheres do que homens. O estresse, a ansiedade e a depressão parecem contribuir para o distúrbio.


Tratamentos

Os remédios tópicos, transplantes e tratamentos a laser criados para os homens também podem ajudar as mulheres. São eles:

  • Tratamento Farmacológico -- os tratamentos farmacológicos contra a queda de cabelos procuram fortalecer os folículos. Vitaminas, minerais, proteínas são benéficas, mas não agem no mecanismo da calvície. De alguma forma, isso é mais fácil nos homens do que nas mulheres, porque nos homens o hormônio que provoca a queda é conhecido (diidrotestosterona). Os médicos podem combater seu efeito receitando a droga finasterida apenas para os homens, que é um antiandrogênio com ação nos receptores de hormônios masculinos no folículo piloso.
  • O minoxidil e o alfa-estradiol são os únicos remédios tópicos conhecidos que diminuem a queda de cabelo tanto em homens como em mulheres. Estudos recentes sugerem que o minoxidil estimula o crescimento de cabelos agindo na célula-tronco capilar. O minoxidil para as mulheres é menos potente do que o dos homens - 2%, em vez de 5% - mas muitos dermatologistas recomendam a solução de 5% também para as mulheres. O produto deve ser colocado no couro cabeludo duas vezes por dia. Como não foi estudado em mulheres grávidas, aconselha-se que as pacientes conversem com seus médicos se estiverem grávidas ou pensando em engravidar.
  • Outras drogas são voltadas para causas específicas da perda de cabelo. Por exemplo, mulheres com níveis anormalmente altos de hormônios masculinos podem tomar a espirolactona (um diurético) que age como antiandrógeno no mecanismo da alopecia androgenética feminina. O acetato de ciproterona (um anticoncepcional) é bastante eficaz no combate e controle da calvície associadas com ovários policísticos. A flutamida recentemente proibida devido ao seu uso inadequado e indiscriminado também era uma droga eficaz, mas hepatotóxica.
  • Aquelas mulheres que têm alopecia areata, resultante de um distúrbio auto-imune, podem tomar injeções de cortisona na cabeça ou passar um creme tópico com imiquimod, um imunomodulador.
  • Tratamento Cirúrgico: as pacientes devem tentar os tratamentos farmacológicos antes de recorrer à cirurgia de transplante. Diferentemente dos antigos implantes, as novas cirurgias fazem enxertos minúsculos, implantando folículos tirados de trás da cabeça, um a um. Os resultados são visíveis em quatro meses, e o crescimento total acontece em um ano. O inconveniente são os custos.
  • Outros Tratamentos: Alguns médicos recomendam às pacientes uma série de tratamentos de laser de baixa intensidade. Alguns estudos pequenos sugerem que o laser pode ajudar a estimular o metabolismo celular e promover o crescimento do cabelo, apesar de muitos médicos duvidarem.
  • Perucas e apliques continuam vulneráveis ao vento ganharam em sofisticação. Adesivos leves são usados e fios sintéticos ou naturais são misturados ao cabelo existente. O resultado é um cabelo mais cheio, que dura de quatro a seis semanas.

Tratamentos melhores podem estar no horizonte, agora que os cientistas identificaram células-tronco no folículo. Agora há esperança de que um dia possamos coletar as células-tronco da própria cabeça do adulto e colocá-las em áreas de perda de cabelo, e assim gerar novas células de cabelo. Os cientistas ainda precisam de maior compreensão dos processos moleculares que governam o crescimento do cabelo, inclusive dos genes e hormônios envolvidos.


Dicas

  • Não tratar o cabelo com agentes químicos pesados (tratamentos para clarear, tingir, relaxar, alongar, alisar, enrolar ou encrespar os cabelos) e calor (pentes quentes, ferros e secadores) que podem deixar o fio quebradiço. Secar o cabelo com secador muito quente talvez seja a pior coisa que a mulher pode fazer diariamente aos seus cabelos. A intensidade e freqüência no uso desses produtos ou hábitos determinam o dano. Nesse caso, havendo aumento da queda, a suspensão temporária dos produtos é necessária.
  • Não fazer dietas xiitas. Um importante fator para queda de cabelo entre mulheres jovens são as repentinas flutuações de peso. Perdas graduais de 0,5 kg a 1 kg podem evitar esse tipo de problema.
  • Não deixe faltar proteínas e ferro na alimentação. O corpo precisa dos dois para ter cabelos saudáveis. Coma alguma forma de proteína no café da manhã, almoço e jantar.
  • Não amarrar o cabelo muito apertado. Com o tempo, tranças apertadas e rabos-de-cavalo podem tracionar os fios e o folículo, levando ao dano temporário ou até perda permanente.
  • Evitar lavar com xampus que clareiam ou ressecam o cabelo. As fórmulas suaves ou que dão volume e não tiram a umidade do cabelo são as melhores para fios delicados e finos.
  • Deixar de usar o condicionador na raiz do cabelo. Usar apenas nas pontas.
  • Não lidar com o cabelo de forma agressiva, como secar com a toalha com força.
  • Não escovar freqüentemente. Aquele velho conselho da vovó de escovar o cabelo 100 vezes por dia para que seja saudável é de fato uma receita para destruí-lo. Um pente de dentes largos é a melhor opção.

Última atualização: 14/10/2005


Fim da calvície pode estar numa proteína

O tratamento da calvície pode estar na manipulação de uma simples proteína. Pesquisadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, num estudo publicado na revista Nature, anunciaram que a Tert, proteína que é um dos elementos presentes na telomerase (uma enzima que ajuda as células a se reproduzir), consegue, em contato com a pele, ativar células-tronco capilares dormentes.

A proteína, segundo os pesquisadores, também é encontrada em 90% dos tipos de câncer e a compreensão de sua atuação no organismo deverá ajudar a encontrar formas de combater a doença. Testes realizados em ratos, que receberam aplicações da proteína, mostraram um rápido crescimento de pelos.

A partir dessa proteína, pode-se no futuro desenvolver novas formas de tratamento da calvície e, possivelmente, de algumas formas de câncer. No entanto, as descobertas ainda não caracterizam uma cura para a queda de cabelos, apesar de ser um passo importante neste caminho: o trabalho sem dúvida contribuirá para futuras formas de tratamento do problema.

No Egito antigo, os homens untavam suas cabeças com gordura de hipopótamo, numa tentativa desesperada de combater a calvície. Será que a telomerase é a nova gordura de hipopótamo? Ainda não podemos responder essa pergunta. Mas esta enzima já é conhecida pelos cientistas por ser vital na sustentação de tecidos. Portanto, devemos pesquisar para compreendermos todas as suas potenciais funções
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Última atualização: 14/10/2005


A Enzima dos cabelos brancos

Está um pouco mais claro como o corpo envelhece. Não é só porque as células se tornam incapazes de se multiplicar, fazendo os cabelos embranquecerem e a memória se esvanecer. O cientista brasileiro Tomas Prolla, em artigo publicado pela revista Science, descobriu que o acúmulo de lesões do DNA faz as células acionarem o processo de apoptose ou morte programada. Camundongos criados com uma versão defeituosa da enzima polimerase gama, que repara as lesões no DNA das mitocôndrias, as usinas de força das células. Surgiram sinais de envelhecimento (queda de pêlos, curvamento da coluna e perda da audição) por volta dos nove meses e aos 14 meses estes camundongos já estavam mortos. Imaginava-se que estes danos fossem causados por radicais livres, mas o cientista descobriu que quando lesadas, as mitocôndrias liberam um sinal químico que indica que é hora de morrer.

Última atualização: 14/10/2005


Alopecia Areata: Novos tratamentos

A Alopecia Areata se caracteriza por uma perda de cabelos localizada, em forma de moedas, mas pode se estender com perda de grandes áreas e até mesmo de toda a cabeça (Alopecia universalis). Na maioria das vezes, quando tratada precocemente pode ser solucionada com sucesso. Está ligada a fatores imunológicos na maioria dos casos.

Atualmente duas novas medicações vem sendo usadas, além das tradicionais. O Imiquimod, um imunomodulador tópico  e a Difenciprona (DPCP) que atua como sensibilizante tópico. Estão indicados para os casos mais avançados da alopecia areata e deve ser monitorada por um dermatologista. São realizadas aplicações semanais no local. Pode ocorrer irritação da pele, vermelhidão, coceira e presença de gânglios. É uma opção quando os tratamentos convencionais (corticóides tópicos, injetáveis e orais, DNCB, Antralina, Minoxidil...) já foram utilizados sem solução. O imiquimod, originalmente indicado para tratar verrugas também vem sendo usado para tratar a Alopecia Areata e também ceratoses actinicas e vitiligo. São novas opções terapêuticas para tratar uma patologia que oferece normalmente resistência aos tratamentos.

Última atualização: 25/10/2005


Cientistas restauram crescimento de pêlos em camundongos

Em células sem o gene hairless, outro gene, chamado wise, faz com que o ciclo do crescimento capilar saia da fase de repouso.

Estudo que acaba de ser divulgado nos Estados Unidos mostrou que a expressão de um determinado gene em células germinativas do folículo capilar restaurou o crescimento de pêlos em camundongos "carecas". Segundo os pesquisadores, o gene, conhecido como hairless, traz uma proteína essencial para a regeneração dos folículos pilosos. Em humanos e em camundongos com mutações no gene, o crescimento capilar é inicialmente normal, mas, uma vez que o pêlo ou cabelo cai, ele não cresce novamente, resultando em completa calvície.

Os mecanismos que resultam no controle da regeneração dos folículos pelo gene hairless ainda são desconhecidos. O estudo foi publicado nesta semana na edição on-line e da Proceedings of the National Academy of Sciences (Pnas). Catherine Thompson, da Faculdade de Medicina da Universidade Johns Hopkins, e colegas verificaram que o gene hairless está normalmente presente em células germinativas com papel fundamental durante as fases de repouso e de novo crescimento dos folículos capilares.

Nessas células, o hairless suprime a produção de outro gene, chamado wise, importante no processo do crescimento de novos fios. Em células sem o primeiro gene, o contínuo acúmulo do outro aparentemente faz com que o ciclo do crescimento capilar passe da fase de repouso para o de novo crescimento. Os pesquisadores acreditavam que a expressão do gene hairless nas células germinativas apropriadas poderia restabelecer o ciclo do crescimento capilar. Nos testes feitos com camundongos, foi o que ocorreu.

Agência Fapesp

Última atualização: 19/03/2006


Como cuidar dos seus cabelos

Cabelos são compostos por células que se mantêm unidas por pequenas ligações de queratina. A queratina tem maleabilidade e flexibilidade própria, que confere brilho, movimento e maciez ao toque. Em compensação, é a estrutura que se danifica facilmente se não seguirmos os princípios básicos necessários à sua conservação. Exemplos:

1. Água muito quente para lavar os cabelos tira o brilho e o balanço, deixando os cabelos desbotados ou quebradiços.
2. O secador de cabelos: deve ser utilizado distante o suficiente para não queimar os fios nem ressecá-los. Utilizar ar morno para secá-los sem danificá-los.
3. Tratamentos químicos: evitar exageros, e lembrar que as alergias causadas por tinturas de cabelo são muito frequentes, mesmo para aquelas que são utilizadas por anos seguidos. A alergia aparece com o contato continuado com qualquer substância química.
4. A tração ao pentear: utilizar escovas com cerdas esparsas para evitar a fratura dos fios no momento do penteado. Se os cabelos forem crepos, as escovas (ou pentes de madeira) devem ser bem abertas, evitando arrancar os fios durante o uso. Escovação muito frequente também danifica os fios, além de causar efeito "frizz", ou seja, a eletrificação dos fios.
5. Os xampús: xampús devem ser neutros (pH = 7) e utilizados sempre diluídos na água (1/2 a 1/2). Nunca use sabões e sabonetes para lavar os cabelos, pois, além de serem muito alcalinos (pH muito elevado), deixam muitos resíduos nos cabelos e, na maioria das vezes, causam dermatite seborréica no couro cabeludo. Leia a embalagem dos xampús, pois os melhores tem pH neutro, não contêm sal de cozinha (Cloreto de Sódio) e condicionadores inclusos (3 em 1, 2 em 1). Xampús são para lavar os cabelos e nada mais.
4. Sol: também maltrata os cabelos, pois a radiação UV causa danos naquelas ligações químicas, tornando-os ásperos, quebradiços e difíceis de pentear. Por isso deve-se usar bonés ou chapéus em ambientes expostos e usar produtos que contenham protetores UV. Em forma de cremes pós-enxágüe ou em forma de géis, esses produtos mantêm os cabelos protegidos. Os géis fixadores de boa qualidade não danificam os cabelos.
5. Piscina: algumas piscinas ainda utilizam produtos químicos (cloro, barrilha, sulfato de cobre, etc...) para o tratamento da água. Os cabelos mais claros podem apresentar alterações de tonalidades devidas aos produtos químicos que aderem à queratina dos cabelos. Após banho de piscina, utilizar xampú anti-resíduos ou específico para tratamento de cabelos de frequentadores de piscinas.

Recomendações básicas:

1
. Lavar os cabelos menos freqüentemente porque se está com queda é um erro comum. A higiene nunca atrapalha. Nunca deixe de lavá-los freqüentemente. Retire a oleosidade em excesso na velocidade em que seu couro cabeludo a produz - a cada 48 horas, a cada 24 horas ou até a cada 12 horas se preciso - e investigue melhor a causa da queda dos cabelos (má alimentação, infecções, usos de medicamentos, distúrbios endócrinos, regimes inadequados, dermatites de couro cabeludo, etc.). A queda de até cem fios por dia pode ser considerada normal, pois os fios de cabelos não são eternos e novos fios estão sempre nascendo.
2. O xampu deverá acompanhar o tipo de couro cabeludo que se tem: xampus para couro cabeludo oleoso, ou normal, ou seco. Use produtos de boa qualidade. As boas marcas trazem em sua formulação os melhores ingredientes da química moderna.
3. O condicionador restaura a vida das pontas. São eles que restauram o brilho, melhoram o volume ou tiram o "frizz", ou permitem melhor escovação. Normalmente é nesse produto que está o filtro UV ou o silicone para diminuir ou aumentar o volume. Há silicones excelentes. Escolha uma marca de qualidade.
4. O tingimento dos cabelos pode ser feito, com produtos de qualidade comprovada. O fio branco tem um calibre menor que o fio natural e a tinta restaura o calibre, deixando como resultado final um volume semelhante ao seu volume de cabelos original. As tinturas modernas, de boas marcas, são estudadas para não lesar de forma alguma a saúde dos cabelos. Pelo contrário, dão mais brilho e mais força para muitos deles. O cabelo branco se rompe com mais facilidade e o espaçamento grande entre as aplicações de tinta significa ficar com um pedículo branco (o fio que cresceu após a última tintura) e um restante de fio tinto com possível fratura na emenda entre eles. É sempre interessante dar um retoque nestas falhas.

Última atualização: 13/08/2006