A Pele e o Sol

A Radiação Solar
O Sol e a Saúde
Filtros Solares e suas Recomendações
Fotoprotetores Físicos
Dicas para se Proteger do Sol
Incidência de Câncer no Brasil
Dicas de Saúde para o Verão
Padrões de Envelhecimento da pele

Cremes de Autobronzeamento

Protetor Solar feito de DNA 'evita câncer de pele'
Protetores solares 'não impedem câncer'
Chá pode ter mesmo efeito que protetor solar


A Radiação Solar

A luz solar é composta por radiação eletromagnética de diversos comprimentos de onda, medidos em nonâmetros (nm). Somente 2/3 da energia solar que penetra na atmosfera terrestre consegue chegar ao nível do solo, sendo 99% deste espectro eletromagnético composto de raios ultravioleta A e B (5%), infravermelhos (55%) e luz visível (40%). A camada de ozônio da atmosfera bloqueia boa parte da radiação ultravioleta C (100-290nm) antes que atinja a superfície da Terra. Com a redução da camada de ozônio, os raios ultravioletas produzidos pelo Sol não são suficientemente bloqueados pela atmosfera e chegam até nós com maior intensidade. O espectro da radiação que atinge a nossa pele está situado entre 290-700nm (espectro UVA e UVB).

Esta irradiação UV que nos atinge pode vir por raios incidentes (diretos do Sol) e por raios refletidos na superfície da Terra. Assim, através da reflexão, a água aumenta a intensidade da radiação em 5%, a areia e o concreto em 17%, e a superfície metálica e a neve em 85%. Isto explica porque queimamos mais na praia do que na piscina de casa. A cada 300 metros de aumento da altitude, há acréscimo de 4% da quantidade de radiação que atinge a superfície da Terra. Logicamente o grau de pigmentação da pele (cor da pele) influencia diretamente o efeito que a radiação solar terá sobre o indivíduo, pois apenas 5% da radiação ultravioleta é refletida pela nossa pele. O resto é absorvido, difundido e transmitido. Veja a incidência do UV no Brasil.

Dentro do espectro da luz solar, a radiação ultravioleta B (UVB) é a responsável pela maioria dos efeitos que dão origem ao câncer de pele (80-90% dos casos). A radiação UVB é mais intensa entre 10 e 16 horas, sendo aconselhável evitar exposição solar durante este período. A radiação ultravioleta A (UVA I e UVA II) induz ao fotoenvelhecimento (envelhecimento solar da pele) e parece estar relacionada com o desenvolvimento do melanoma maligno (com alteração do DNA celular). O fotoenvelhecimento começa a surgir entre os 25 e 30 anos de idade, nas áreas expostas ao Sol. Uma diferença importante entre a radiação UVA e UVB é que a intensidade da UVA é a mesma durante todo o dia e também não muda com a estação do ano. Outras fontes de radiação ultravioleta são as lâmpadas fluorescentes, as lâmpadas de tungstênio e as câmaras de bronzeamento artificial e tratamento dermatológico (PUVA).

O Sol e a Saúde

O Sol é a fonte de energia fundamental que permite a existência da vida na Terra. Dependemos da radiação solar para nosso próprio metabolismo e alimentação. A exposição à radiação ultravioleta A (UVA) é importante na calcificação óssea, na prevenção da osteoporose e do raquitismo. A luz visível influencia o ciclo circadiano, comandando a liberação de hormônios das glândulas supra-renais, como a melatonina e o cortisol endógeno. Várias enzimas celulares encarregadas da regeneração do DNA são fotoativadas pela radiação ultravioleta. A privação de luz solar pode causar um tipo de depressão do inverno chamada de Doença Afetiva Sazonal (SAD), muito comum em países de inverno prolongado.

Precisamos estar sempre atentos ao Sol que incide na nossa pele, principalmente no verão, para aproveitarmos a natureza sem estragarmos a nossa saúde. Não faça do Sol seu inimigo, pois, como sabemos, ele é benéfico ao nosso organismo. O perigo é o Sol em excesso, que causa danos imediatos à pele (manchas, ressecamento e queimaduras), alguns danos irreversíveis (envelhecimento precoce e rugas) e danos graves como o câncer de pele (feridas que não cicatrizam e pintas que sangram). A prevenção do Sol em excesso deve ter início na infância e adolescência, quando a pele é mais sensível às radiações solares, por ser mais jovem e mais fina. Para evitar estes danos à nossa pele, devemos utilizar os filtros solares e tomar outros cuidados para nossa proteção. Pele queimada é sinal de pessoa descuidada ou mal informada.


Regras elementares a serem observadas por todos:

    • Evitar a exposição solar das 10 às 16h (quando ele é mais forte), principalmente ao meio-dia.
    • Utilizar meios de prevenção adequados nos outros horários: ingerir bastante líquido (para evitar desidratação), usar bonés, camisetas, chapéus, guarda-sóis, óculos escuros e filtros solares com fator de proteção solar (FPS) 15 ou mais.
    • Aplicar o filtro solar 30 minutos antes da exposição ao Sol e sempre que sair da água e suar muito.
    • Reaplicar o filtro solar a cada 3 horas ou menos, de acordo com a necessidade (suor, toalha, banho).
    • O uso de filtro solar é obrigatório em todas as pessoas, principalmente naquelas de pele clara.

No que diz respeito ao uso de guarda-sol, dê preferência aos fabricados com lona ou algodão. Esses materiais absorvem até 50% da radiação ultravioleta prejudicial à pele. Os de nylon (justamente os mais usados, por serem mais leves e mais baratos) deixam que 95% dos raios ultrapassem o material.

Mas não se esqueça: o protetor solar não lhe garante segurança total, evite exageros e muito cuidado com as crianças. As crianças que praticam esporte e atividades ao ar livre devem utilizar protetor solar diariamente. Sempre reaplicar o protetor solar em exposições solares prolongadas. "Pintas" e sinais escuros são muito freqüentes e quanto mais clara a pele e mais sol a pessoa se expôs em sua infância e adolescência, mais pintas o indivíduo terá. Suspeitando de qualquer sinal ou mancha na pele procure o seu dermatologista.

Para aqueles que ainda insistem na exposição prolongada ao Sol preparem-se para:

        • Envelhecimento precoce (fotoenvelhecimento)
        • Queimadura solar e ativação do herpes labial
        • Desidratação e insolação
        • Fototoxidade e fotoalergia
        • Lesões nos olhos (catarata cortical, pterígio, carcinoma espinocelular da conjuntiva)
        • Câncer de pele (melanomas, carcinomas espinocelulares e basocelulares)

Nosso país situa-se geograficamente numa zona de alta incidência de raios ultravioleta. As pessoas de pele clara e que muito descuidadamente se expõem ao Sol, seja por trabalho, seja por lazer, são as que apresentam maior risco. Dois mecanismos estão envolvidos na indução do câncer de pele por raios UV: alteração do DNA e a supressão imunológica. Os pacientes com xeroderma pigmentoso, uma afecção rara caracterizada por um defeito hereditário dos mecanismos de reparação do DNA, são particularmente suscetíveis à ação cancerígena dos raios UV.

O mais freqüente câncer no Brasil é o de pele, correspondendo aproximadamente a 25% de todos os cânceres diagnosticados. Nos últimos anos essa incidência vem aumentando rapidamente, e tem alarmado a comunidade médica. A radiação solar é, sem dúvida, um dos mais importantes agentes envolvidos na etiologia do câncer de pele. As pessoas que se expõem ao Sol de forma prolongada e freqüente, por atividades profissionais e de lazer, constituem o grupo de maior risco de contrair o câncer de pele, principalmente aquelas de pele clara. Porém devemos lembrar que mesmo as pessoas de pele morena e negra podem desenvolver câncer de pele.

Considerando-se que os danos provocados pelo abuso de exposição solar são cumulativos, é importante que cuidados especiais sejam tomados desde a infância mais precoce. As crianças geralmente se expõem ao Sol três vezes mais que os adultos. Pesquisas mostram ser a infância uma fase particularmente vulnerável aos efeitos nocivos do Sol sobre a pele, e indicam que a exposição cumulativa e excessiva durante os primeiros 10 a 20 anos de vida aumenta muito o risco de câncer de pele. O clima tropical, a grande quantidade de praias, a idéia de beleza associada ao bronzeamento, principalmente entre os jovens, e o trabalho rural favorecem a exposição excessiva à radiação solar.


Filtros Solares e suas recomendações

Os filtros solares são preparações para usar na pele que reduzem os efeitos prejudiciais da radiação ultravioleta. Nem todos os filtros solares oferecem proteção completa para os raios UVB e UVA. Alguns suprimem os sinais de excesso de exposição ao Sol, tais como as queimaduras, o que faz com que as pessoas se exponham excessivamente às radiações que eles não bloqueiam, como a infravermelha. Criam, portanto, uma falsa sensação de segurança e encorajam as pessoas a se exporem ao Sol por mais tempo.

Devemos, portanto, entender que o uso do filtro solar não tem como objetivo permitir o aumento do tempo de exposição ao Sol, nem estimular o bronzeamento. É importante lembrar, também, que o real fator de proteção varia com a espessura da camada de creme aplicada, da freqüência da aplicação, da perspiração e da exposição à água.

É recomendado que durante a exposição ao Sol sejam usados filtros com FPS de 15 ou mais. Também devem ser tomadas precauções na hora de se escolher os filtros solares, comprando o que protegem tanto contra os raios UVB e como também contra os raios UVA. Os filtros solares devem ser aplicados antes da exposição ao Sol e reaplicados após nadar, suar e se secar com toalhas.


Fotoprotetores Físicos

Fotoproteção, para a maioria das pessoas, ainda significa o uso de substâncias químicas. Além desses fotoprotetores aplicados na superfície de nosso corpo, podemos utilizar outras modalidades de fotoproteção como:

Vestimentas - Atualmente especial atenção vem sendo dada aos tecidos fotoprotetores. Roupas fabricadas com essa finalidade vêm sendo desenvolvidas. O uso de fotoprotetor tópico proporciona menor proteção que a indicada no rótulo, por outro lado, roupas especiais, com definida unidade de fator de proteção (FPU), conferem maior aproximação em relação ao indicado. A eficácia protetora do tecido varia de acordo com a quantidade de radiação absorvida ou espalhada pela fibra. Por exemplo, o poliéster proporciona maior proteção que o algodão e, neste, a efetividade é maior quando for de cor escura. A densidade da trama é o fator mais importante para determinar sua capacidade de fotoproteção. Os tecidos de cores escuras são mais eficazes que os de cor clara. O Fator de Proteção Ultravioleta (FPU) é determinado por método laboratorial, e é inversamente proporcional à quantidade de UV que passa pela roupa. Por exemplo, um fator FPU 50 permite que passe somente 1/50 (2%) da radiação ultravioleta, que é considerado um fator excelente.

Proteção
FPU
Bloqueio de UV
Excelente
40, 45, 50, 50+
Mais de 97,5%
Muito Boa
25, 30, 35
95,9% a 97,4%
Boa
15, 20
93,3% a 95,8%

Vidros - os vidros absorvem radiação solar acima de 320nm (espectro UVA), portanto é importante tratá-los com filmes e películas anti-ultravioleta.
Chapéus - utilizar aqueles que possuem no mínimo 8 cm de aba, para proteger a face. Bonés oferecem proteção mais limitada.
Óculos - a radiação ultravioleta causa sérios dados aos olhos, portanto utilize sempre óculos escuros com indicação da proteção UV, especialmente para aquelas pessoas de olhos claros. Nem sempre óculos escuros bloqueiam a radiação ultra-violeta A e B..


Dicas importantes na prevenção do câncer de pele e na fotoproteção

  • Protetor solar não confere proteção absoluta contra as queimaduras ou câncer de pele. Noventa por cento de todos os tipos de câncer de pele são potencialmente preveníveis tomando-se cuidado com o Sol.
  • Reduza seu tempo de exposição ao Sol e evite exposição solar entre 10:00 e 16:00 h (não considerando o horário de verão).
  • Escolha um protetor solar com pelo menos FPS-15 (fator de proteção solar). Com FPS-15 a maioria das pessoas está protegida por duas 1/2 horas.
  • É preciso tempo para que o filtro comece a agir. Aplique o protetor solar 30 minutos antes de se expor.
  • Reaplique o protetor solar quando você permanecer mais de 2 horas ao sol ou quando o filtro for retirado por contato com a água, suor etc. Mesmo que a embalagem garanta que o produto não sai na água, reaplique, porque estudos mostraram que estes produtos não resistem muito tempo em contato com a água;
  • Para quem trabalha ao Sol use calças, camisas de manga comprida, chapéu de aba larga e óculos escuros de boa qualidade com proteção ultravioleta UVA e UVB.
  • Cuidados especiais devem ser tomados em praias, montanhas, onde os raios solares são ricos em raios ultravioleta.
  • Proteja-se de superfícies refletoras como areia, neve, concreto e água, que fazem os raios ultravioletas atingirem indiretamente a pele.
  • Ensine as crianças a se protegerem do Sol desde pequenas. Mantenha as crianças menores protegidas usando fotoprotetores adequados e expondo-as em horários mais favoráveis.
  • Os danos solares ocorrem a cada exposição tendo efeitos maléficos acumulativos.
  • Esteja atento a qualquer mudança na sua pele (cor da pintas, manchas escuras, descamação).
  • Mesmo nos dias nublados (mormaço), sob a água ou através do vidro dos carros com a janela fechada a radiação solar está presente, principalmente UVA..
  • Não esqueça de proteger as orelhas, lábios, pescoço, dorso das mãos e dos pés e onde o cabelo está rarefeito (careca).
  • Não use filtro solar em bebês até seis meses de idade. Mantenha-os totalmente fora do Sol;


As estimativas de incidência de câncer de pele para o ano de 2005 no Brasil

O número de novos casos de câncer de pele não melanoma (basocelular e espinocelular, entre outros) estimados para o Brasil em 2005 é de 56.420 casos em homens e de 56.600 em mulheres. Estes valores correspondem a um risco estimado de 62 novos casos a cada 100 mil homens e 60 para cada 100 mil mulheres. Este número aumenta em média 5% ao ano.

O câncer de pele não melanoma, como os causados pelo excesso de sol, é mais incidente em homens em todas as regiões do Brasil, com um risco estimado de 87/100.000 na região Sul, 73/100.000 na região Sudeste, 56/100.000 na região Centro-Oeste, 43/100.000 na região Nordeste e 30/100.000 na região Norte. Em mulheres, é o mais freqüente nas regiões Sul (85/100.000), Centro-Oeste (72/100.000), Nordeste (45/100.000) e Norte (30/100.000), enquanto que, na região Sudeste (66/100.000), o mesmo é o segundo mais freqüente.

Quanto ao melanoma (derivado das pintas pretas), sua letalidade é elevada, porém sua incidência é baixa (2.755 casos novos em homens e 3.065 casos novos em mulheres). As maiores taxas estimadas em homens e mulheres encontram-se na região Sul.

Fonte: Instituto Nacional de Câncer

Última atualização: 14/10/2005


Dicas de Saúde para o Verão


O verão é a época das férias da família, e algumas doenças poderão aparecer nesta época. Medidas preventivas simples devem ser observadas pelos adultos, para evitar os agravos da saúde e alguns acidentes evitáveis.


Brotoejas

Também chamadas de miliária, brotoejas são erupções que acontecem em crianças (mais freqüente na idade pré-escolar), na região das "dobras", como o pescoço. As brotoejas estão relacionadas à secreção das glândulas de suor (sudoríparas). Elas aparecem como resultado do calor, da obstrução do ducto sudoríparo por filtros solares muito oleosos, e do excesso de transpiração. Manifestam-se como vesículas de água, avermelhadas parecendo picadas de mosquito, acompanhadas de coceira e localizadas principalmente no pescoço e tórax.

As brotoejas são resultado do excesso de transpiração e a solução é tentar prevenir isso. Evitar sol e ambientes muito quentes (como um carro estacionado sob o sol), manter o quarto ventilado, não agasalhar demais as crianças (nem para dormir), não exagerar na temperatura do banho e não forrar os colchões com plástico. Resumindo, usar de roupas de algodão e manter a criança em local fresco e ventilado.

Além dos cuidados citados acima, você pode misturar maizena (uma colher de sopa) no banho da criança ou passar pasta d'água (comprada em farmácias). Isso vai acalmar a pele. Se perceber algum sintoma diferente, procure seu dermatologista.

Câncer de pele

É um crescimento desordenado de células que ocorre na pele. Existem muitos tipos de câncer de pele e os mais freqüentes são três. O carcinoma basocelular é o mais freqüente (70% dos casos). Ele é mais comum após os 40 anos, em pessoas de pele clara. Seu surgimento está diretamente ligado à exposição solar cumulativa durante a vida. Apesar de raramente causar metástases (quando o câncer se espalha pelo corpo), pode destruir os tecidos à sua volta, atingindo até cartilagens e ossos. O carcinoma espinocelular é o segundo tipo mais comum e pode provocar metástases. Entre suas causas, além da exposição prolongada ao sol sem proteção, estão, o tabagismo, a exposição a substâncias químicas com arsênio e alcatrão, e as alterações na imunidade (transplantados renais, AIDS, etc...). O terceiro tipo é o melanoma, o mais perigoso, com alto potencial de produzir metástases. Pode levar à morte se não houver diagnóstico e tratamento precoces. É mais freqüente em pessoas de pele clara e sensível. Normalmente, inicia-se com uma mancha ou pinta escura.

Os sinais mais comuns são mudanças aparentemente inocentes na pele, como uma ferida que não sara ou uma pequena lesão endurecida, brilhante ou avermelhada, e pintas, sinais e verrugas que crescem ou mudam de cor. Os homens têm maior incidência no tronco, na cabeça ou no pescoço, enquanto que as mulheres geralmente a apresentam nos braços e nas pernas.

O câncer de pele costuma aparecer depois dos 35 anos e acontece após uma vida inteira de exposição ao sol. Por isso, proteger sua pele do sol desde a infância é a sua melhor arma (use sempre protetor solar, evite o uso de câmaras de bronzeamento artificial). É preciso um cuidado ainda maior com as pessoas com a pele e olhos claras, sardas e antecedentes de câncer da pele (inclusive na família). A prevenção pode ser feita se tomarmos alguns cuidados como não se expor ao Sol, sem proteção, entre as dez da manhã até as quatro da tarde, porque neste período há maior incidência de raios ultravioleta. Outra recomendação importante, além do uso diário de filtro solar, é usar chapéu e camisetas brancas para proteger a pele da face e tronco. Lembrar que filtro solar perde sua eficiência em contato com o suor, a água e se degrada em contato com o Sol, devendo ser reaplicado a cada 3 horas.

Cloasma

Cloasmas são distúrbios na pigmentação da pele (manchas marrons escuras), que aparecem mais em mulheres. A causa do aparecimento das manchas é desconhecida, mas pode estar relacionada a alterações hormonais como o uso de anticoncepcional e a gravidez. O Sol é fator de piora ou desencadeamento, por isso os cloasmas pioram muito no verão. As manchas aparecem sempre na face, concentradas no queixo, nariz e meio da testa. Quem tem ou já teve essas manchas deve evitar exposição intensa à luz. Ao sair para o Sol, precisa proteger bem o rosto, usando, além de um protetor solar potente, chapéu de aba larga e óculos escuros.



Conjuntivite bacteriana

A conjuntivite bacteriana é uma infecção das conjuntivas (pele transparente que recobre os olhos). Ela é causada por bactérias. Olhos vermelhos e lacrimejantes, produção de secreção amarelada, fotofobia (dor ao olhar para a luz) e uma sensação de que há areia dentro dos olhos. Às vezes, acontece de as pálpebras estarem grudadas quando a pessoa acorda. Você pode pegar conjuntivite através de contato direto com uma pessoa contaminada, compartilhando toalhas, mergulhando no mar em praias poluídas e usando piscinas com tratamento de cloro ausente ou ineficiente.

Não freqüente as praias impróprias para banho nem piscinas que não estejam devidamente tratadas. Não coloque as mãos nos olhos infectados - seus ou de outra pessoa - e encoste-a em um olho saudável. Também evite compartilhar toalhas. Uma medida que pode ajudar é fazer um lava-olho com xampu infantil diluído em água. As conjuntivites bacterianas exigem o uso de colírios antibióticos, sempre receitados por médico.


Micoses

A micose é uma infecção na pele causada por fungos. Os fungos estão presentes no meio ambiente, nas pessoas, nos animais. Eles gostam de umidade e calor e se alimentam da queratina que fica na superfície da pele. Então, quando o calor aumenta - como no verão -, as circunstâncias ficam ideais e eles começam a se reproduzir, causando a micose. A micose pode surgir em diferentes partes do corpo e tem aparências diversas. Pode ser uma mancha em forma de círculo, ou bolinhas cheias de água, ou com descamação na borda. Nos pés é comum uma descamação no meio dos dedos (frieiras) e bolinhas na sola. Nos homens ela aparece muito na virilha, onde causa avermelhamento, coceira e descamação. Em crianças podem causar queda de cabelo quando surgem no couro cabeludo.

O ideal é evitar locais propícios para o crescimento de fungos, isto é, úmidos e quentes. Então, evite andar descalço em vestiário de piscina, tocar em animais desconhecidos (principalmente se seus pêlos estiverem caindo), usar calçados de outras pessoas. Além disso, tente sempre deixar o ambiente arejado, ande descalço dentro de casa e use sandálias abertas sempre que possível, use roupas íntimas de algodão que facilitam a transpiração, enxugue bem todas as "dobras" do corpo (virilha, atrás dos joelhos, entre os dedos...). O tratamento pode ser feito com antifúngicos em creme ou comprimidos, dependendo do local e da extensão atingida.


Herpes Simples

O Herpes Simples é uma virose que pode afetar qualquer região da pele, mas a incidência maior é nos lábios. Manifesta-se quando a resistência do organismo cai, e isto pode ocorrer após a exposição excessiva ao Sol durante o verão. O uso de protetor solar labial ajuda a prevenir os surtos em pessoas portadoras do vírus. O uso de antivirais em creme e comprimidos se faz necessário para o tratamento das lesões. Há alguns trabalhos indicando que as substâncias presentes em vinho tinto e suco de uvas tintas inibem o vírus do herpes simples.


Fotodermatoses

É importante lembrar das lesões provocadas pelo manuseio de frutas cítricas (limão, laranja, frutas ácidas) seguidas de exposição solar. Estas lesões são muito freqüentes e podem ser muito graves, formando bolhas extensas nas mãos e braços. Lave muito bem as mãos quando fizer limonada, temperar churrasco ou fizer aquela caipirinha no verão. Não deixe o suco da fruta ou o óleo de sua casca permanecer nas mãos e ou em qualquer parte do seu corpo. Lembre-se que a maioria dos casos de queimaduras por sucos de limão ocorreram apesar da lavagem das mãos e braços. Passe filtro solar nestes locais sempre.


Picadas de Insetos

No verão existe maior proliferação de insetos sugadores de sangue (pernilongos, borrachudos, muriçocas, etc...). Não esqueça de usar seu repelente de insetos e inseticidas. Estes produtos podem prevenir complicações mais sérias em pessoas alérgicas. Crianças de berço devem ser protegidas com mosquiteiros (telas protetoras) e velas de citronela nos quartos. Peça para seu médico receitar repelentes de insetos, antialérgicos em creme e em comprimidos (anti-histamínicos e corticóides) para serem levados em viagens. As crianças são muito susceptíveis às picadas de insetos e os medicamentos antialérgicos devem ser específicos para a idade delas. Não use produtos de adultos em crianças sem orientação médica.


Acidentes e intoxicações alimentares

Fique atento para as atividades ao ar livre, examine previamente os locais onde as crianças vão brincar, para evitar acidentes (cacos de vidro, pregos, poços), picadas de insetos (abelhas, marimbondos), escorpiões e aranhas, e até ratos, cachorros e pequenas cobras venenosas. Não deixe as crianças sozinhas na piscina ou praia, pois elas correm o risco de insolação e afogamento. Não deixe as crianças apenas com pessoas idosas, pois estas não terão agilidade suficiente para socorrê-las em caso de acidente. Dê bastante líquido para as crianças e evite expô-las ao Sol quente (entre 10 e 16 horas). Use sempre nas crianças os protetores solares, camisetas e chapéus, pois as lesões do Sol são cumulativas e futuramente, ao se tornarem adultas, apresentação câncer de pele. Não dê alimentos cuja origem você não conhece. Não coma alimentos típicos da região (exóticos) ou que permaneceram expostos durante o dia (maioneses, cremes, frios, frutos do mar), pois as crianças podem ter diarréia e infecções intestinais que certamente arruinarão suas férias. Alimentos com os quais as crianças estão acostumadas, frutas frescas e água filtrada (ou engarrafada) sempre são seguros e devem ser oferecidos à vontade.

Última atualização: 15/03/2006


Padrões de envelhecimento da pele

Diferentes padrões de envelhecimento da pele podem ser descritos, dependendo das lesões predominantes, isto é, rugas, flacidez, atrofia, lentigos senis, etc. Estes padrões podem corresponder a diferentes contextos epidemiológicos. Pesquisadores publicaram, recentemente, no British Journal of Dermatology, um estudo em que procuraram identificar e avaliar as características epidemiológicas para um padrão de envelhecimento cutâneo caracterizado por alta densidade de lentigos senis na face, ou "padrão de envelhecimento lentiginoso".

Foi realizado um estudo caso-controle pareado para idade e sexo, conduzido em pacientes com idades entre 60 e 90 anos, comparando casos (n = 118) portadores de grande número de lentigos senis para sua idade, na face, e controles (n = 118) portadores de poucos ou sem qualquer lentigo senil para a idade. Os casos e controles foram recrutados em dois hospitais.

Às análises univariada e multivariada, o "padrão de envelhecimento lentiginoso" associou-se a tipos cutâneos III e IV, com freqüentes queimaduras solares, e com parte da exposição solar cumulativa ao longo da vida que foi recebida durante as férias. Por outro lado, não houve correlação com as exposições ocupacionais e diárias e o tempo total de exposição cumulativa. O "padrão de envelhecimento lentiginoso" associou-se a múltiplos lentigos solares na região superior do tronco. Não foi encontrada correlação entre terapia de reposição hormonal pós-menopausa, número de nevos ou sardas.

Portanto, os pesquisadores concluíram que diferentes fatores epidemiológicos podem ser responsáveis pelos diferentes padrões de envelhecimento cutâneo. O "padrão de envelhecimento lentiginoso" parece se desenvolver preferencialmente em indivíduos caucasianos de pele escura, que foram submetidos a irradiações solares intermitentes e intensas durante toda a vida, e freqüentemente desenvolvem lentigos solares na região superior do tronco precocemente na vida, enquanto que o padrão "proeminentemente rugoso" acomete pessoas de pele clara e tabagistas com exposição contínua e excessiva à luz solar.

Multiple senile lentigos of the face, a skin ageing pattern resulting from a life excess of intermittent sun exposure in dark-skinned caucasians: a case-control study - British Journal of Dermatology 2006;154:438

Última atualização: 15/03/2006


Cremes de Autobronzeamento

Os cremes de autobronzeamento produzem uma cor de pele dourada durante a noite, sem exposição ao Sol. A cor dourada é muito aceitável em pessoas com cabelos louros ou castanhos claros e que tendem a ter matizes dourados da pele, mas não é atraente em indivíduos mediterrâneos com uma compleição mais escura ou em pessoas extremamente claras com tons de pele róseos.

O ingrediente ativo nos cremes de autobronzeamento é a diidroxiacetona em concentração de 3% a 5%, incorporada a uma base de glicerina ou óleo mineral para formar um creme branco que torna o estrato córneo dourado. Quimicamente, a diidroxiacetona atua como açúcar, interagindo com aminoácidos do estrato córneo para produzir melanoidinas. Existem formulações para a face e para o corpo, porém a maioria não incorpora um filtro solar, e a cor de pele dourada é minimamente protetora contra lesão actínica. São usadas concentrações mais altas de diidroxiacetona para produzir cor mais escura no estrato córneo. Não é um protetor solar.

A cor não é permanente, sendo perdida à medida que o estrato córneo descama; assim, é necessário uso contínuo. A principal desvantagem do produto é que cora todas as superfícies da pele que entram em contato com ele, incluindo as palmas das mãos, se não for removido, e produzirá coloração mais acentuada dos óstios foliculares, das ceratoses seborréicas, dos ceratoses actínicas, dos poroceratoses e da pele ictiótica. Muitas pacientes não estão cientes de que têm essas afecções de pele até que o creme autobronzeador realce a irregularidade.

A dermatite de contato alérgica por uso do produto é infreqüente, mas foram relatados vários casos de alergia à diidroxiacetona. Os cremes de autobronzeamento podem ser usados em teste de contato.
A Anvisa recomenda aos veranistas que fiquem atentos à qualidade dos produtos que usam no corpo, e alerta para que as pessoas jamais utilizem receitas artesanais para bronzear, que misturam ingredientes caseiros e causam grandes reações alérgicas durante a exposição ao Sol.

Última atualização: 15/03/2006


Protetor Solar feito de DNA 'evita câncer de pele'

Um pequeno fragmento de DNA pode se tornar o protetor solar do futuro, de acordo com pesquisadores americanos. Cientistas da Escola de Medicina da Universidade de Boston descobriram que um fragmento de DNA chamado pTT pode ajudar a reparar e prevenir danos à pele causados por radiação ultravioleta. O pTT aciona uma proteína, chamada p53, que surpime o crescimento de tumores e ajuda a reparar DNA danificado. As conclusões do estudo são mostradas na publicação Proceedings of the National Academy of Sciences.

Cientistas expuseram ratos de laboratório sem pêlos à radiação ultravioleta. Os ratos com pTT aplicado sobre sua pele tiveram uma probabilidade seis vezes menor de desenvolver um tumor. O fragmento de DNA funciona ao penetrar na pele, simulando uma reação normalmente causada por danos ao DNA. Essa reação ativa enzimas de reparação do material genético. Isso significa que quando a pele é exposta aos raios ultravioleta, as enzimas já estão presentes em células para prevenir danos ou ajudar a repará-las.

O pesquisador David Goukassian disse que as enzimas "estavam dizendo às células para lidarem melhor com os raios ultravioleta".
Segundo Goukassian, isso pode ter grandes conseqüências para pessoas com pele muito clara ou pessoas idosas, que apresentam alto risco de danos à pele relacionados aos raios ultravioleta. Estudos anteriores destacaram a habilidade do pTT de ajudar as células da pele, mas este é o primeiro a mostrar como esse fragmento funciona em um animal vivo.

Goukassian disse que o próximo passo será realizar testes em seres humanos. O
câncer de pele é um dos mais comuns tipos de câncer, e é causado, primeiramente, pelos efeitos nocivos dos raios ultravioleta.

Última atualização: 19/03/2006


Protetores solares 'não impedem câncer'

A recomendação é evitar o Sol ou se cobrir. Protetores solares não funcionam bem na prevenção de câncer de pele, segundo um estudo produzido para a organização não-governamental de combate ao câncer Raft.

Os cientistas descobriram que algumas das marcas de protetor mais populares não detêm os raios UVA - que prejudicam a pele -, mas alertam que ainda são necessários mais estudos para medir a eficiência dos cremes. O estudo, publicado no Journal of Investigative Dermatology, uma revista especializada da Grã-Bretanha, sugere que a melhor medida de proteção contra os
raios ultravioletas continua a ser evitar Sol e se cobrir.

O professor Roy Sanders, que liderou a pesquisa, realizou os testes em amostras de pele. As amostras foram extraídas de pacientes depois de, por exemplo, operações plásticas nos seios. Elas foram, então, expostas aos raios UVA sob intensidades semelhantes às da luz do sol. Esse tipo de raios é normalmente associado ao envelhecimento prematuro da pele e ao aumento nas chances de desenvolver câncer de pele.

Os raios UVA penetram na pele, libertando radicais livre que podem danificar o DNA, o que pode provocar câncer. Protetores solares deveriam evitar que isso aconteça. No entanto, os médicos testaram três marcas conhecidas de protetor com fatores altos nas doses recomendadas. Os testes indicaram que, apesar de os cremes evitarem queimaduras, eles não detêm os raios ultravioleta.

"As amostras parecem não ter sido protegidas contra radicais livres", disse Sanders à BBC. "Isso é um problema porque as pessoas usam esses cremes achando que eles oferecem proteção, mas podem estar correndo altos riscos de desenvolver câncer de pele", disse.

"Se você usa um protetor solar que protege contra UVA e toma Sol demais por causa disso, você pode estar, na prática, aumentando a dose de UVA e, conseqüentemente, aumentando as chances de desenvolver um melanoma maligno."

Mark Birch-Machin, especialista da Fundação Britânica de Pesquisa de Câncer, afirmou que os estudos da Raft ainda precisam ser verificados. "A mensagem desse estudo é que protetores solares não oferecem proteção total contra câncer de pele. São apenas parte do equipamento." "Eles são quase que a última linha de defesa. As pessoas deveriam usar
chapéus, camisetas e ficar na sombra. Não deveríamos confiar exclusivamente nos cremes", completou Birch-Machin.

Fonte bbc

Última atualização: 19/03/2006


Chá pode ter mesmo efeito que protetor solar

Substâncias químicas encontradas no chá podem proteger a pele. Beber dez xícaras de chá por dia pode ter o mesmo efeito que o uso de protetor solar na prevenção ao câncer de pele, de acordo com pesquisadores da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos.

Segundo estudo apresentado em um encontro da Sociedade Americana de Química, testes iniciais indicaram que o chá pode impedir os efeitos dos raios ultravioleta sobre a pele. Os pesquisadores acreditam que substâncias químicas chamadas polifenóis, presentes no chá, podem proteger a pele contra a formação de cânceres de pele - à exceção do melanoma.

Os protetores solares protegem a pele por meio da absorção das substâncias químicas prejudiciais dos raios ultravioleta. Já os polifenóis - encontrados no chá preto e no chá verde - atuam depois que a pele é exposta a raios solares em excesso.

Os pesquisadores descobriram que os polifenóis inibem um processo químico que envolve uma enzima chamada JNK-2, ou junk-2, considerada uma das principais substâncias responsáveis pelo desenvolvimento de tumores. Os cientistas observaram um aumento nos níveis da enzima junk-2 após a exposição da pele a raios solares, e esses níveis permaneceram elevados na pele de pessoas expostas a raios solares em excesso. De acordo com a equipe da Universidade de Minnesota, a chance de aparecimento de câncer de pele é maior em pessoas com níveis elevados de junk-2.

"Sentimos que esse é um importante passo para melhorar a prevenção ao câncer de pele", afirmou Zigang Dong, líder do grupo de pesquisadores que realizou o estudo. "A aplicação local de certos polifenóis do chá parece bloquear um processo que leva ao câncer de pele."

"Beber chá pode ajudar, mas você teria de beber uma grande quantidade para acumular na pele, talvez cerca de dez xícaras por dia", disse o cientista. "É mais fácil concentrar na forma de um creme, e é provavelmente mais efetivo", acrescentou Dong. O pesquisador disse ainda que o creme poderia ser utilizado isoladamente ou junto com um protetor solar para maximizar a proteção contra o câncer.

Última atualização: 19/03/2006