Alerta

Como prevenir contaminação nos salões de beleza

Escova Progressiva

Consumo de fast food e Doenças Alérgicas 
Copo descartável libera substância cancerígena
Hepatites A B C

Como se prevenir da contaminação nos salões de beleza
  • Leve ao salão o seu próprio estojo de instrumentos para o tratamento de suas unhas (alicate, pinças, etc). Muitos vírus, bactérias e fungos podem contaminar a suas unhas (pés e mãos) com o uso de instrumentos do próprio salão. Doenças graves como hepatite e AIDS podem ser adquiridas em pequenos ferimentos causados por instrumentos contaminados ou mal esterilizados.
  • Jamais tire a cutícula (eponíquio) das unhas. No máximo, empurre-as ligeiramente em direção à base das unhas. Ela protege a pele e evita a entrada de fungos e bactérias na matriz da unha. É comum infecção bacteriana neste local, conhecida como "unheiro" (paroníquia), causando muita dor e saída de secreção purulenta. Mesmo se o alicate for seu, bem limpo e conservado, cuidado para que a sua manicure não tire "bifes" dos cantos da unha. Estes ferimentos facilitam inflamações e infecções oportunistas de bactérias e fungos. Se isto acontecer, limpe o local imediatamente com água e sabão. Oriente a manicure para manter as unhas em formato quadrado para evitar inflamações e até cirurgias para tratar de unhas encravadas nos cantos (principalmente nos pés).
  • Observe se o salão forra a bacia de água com plástico. As bacias sem proteção são um foco de germes que podem infectar você. Exija o uso de aventais e luvas pelas manicures e pedicures. Cuidado com os calos nos pés. O tratamento com podóloga diplomada é o mais adequado.
  • Ao pentear, a escova de cabelos deverá estar limpa e sem fios de outras clientes. Peça gentilmente para limpá-las antes de ser usada na sua cabeça. Alguns fungos e parasitas podem passar para os seus cabelos, como o piolho, por exemplo.
  • A escolha criteriosa de um salão de beleza é muito importante, pois muitas doenças de pele, cabelos e unhas podem ser adquiridas nestes locais, se as condições de higiene e cuidados na assepsia não forem observadas.
Ultima atualização: 25/10/2005

Escova Progressiva, Alisantes e Formol

Escova Progressiva é um método de alisamento capilar, atual modismo, como foram a Escova Francesa, o Alisamento Japonês, a Escova Definitiva, e etc. Os produtos utilizados nesses procedimentos necessitam de registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Quando o produto não é registrado, sua composição não foi avaliada e pode conter substâncias proibidas ou de uso restrito, em condições e concentrações inadequadas ou não permitidas, acarretando riscos à sua saúde.

O formol é uma solução de formaldeído, matéria-prima com uso permitido em cosméticos nas funções de conservante (limite máximo de uso permitido 0,2%) e como agente endurecedor de unhas (limite máximo de uso permitido 5%). O uso do formol com função diferente das citadas e em limites acima dos permitidos, pode causar danos à saúde, não podendo ser usado em produtos cosméticos. Todos os produtos registrados pela Anvisa que apresentam o formol na sua composição têm as concentrações da substância dentro dos limites previstos na legislação vigente.

As reações do uso do formol podem ser:

Contato com a pele - Tóxico. Causa irritação à pele, com vermelhidão, dor e queimaduras.
Contato com os olhos - Causa irritação, vermelhidão, dor, lacrimação e visão embaçada. Altas concentrações causam danos irreversíveis nos olhos.
Inalação - Pode causar câncer no aparelho respiratório. Pode causar dor de garganta, irritação do nariz, tosse, diminuição da freqüência respiratória, irritação e sensibilização do trato respiratório. Pode ainda causar graves ferimentos nas vias respiratórias, levando ao edema pulmonar e pneumonia. Fatal em altas concentrações.
Exposição crônica - A freqüente ou prolongada exposição pode causar hipersensibilidade, levando às dermatites. O contato repetido ou prolongado pode causar reação alérgica, debilitação da visão e aumento do fígado. O formol é considerado cancerígeno pela OMS (Organização Mundial de Saúde). Quando absorvido pelo organismo por inalação e, principalmente, pela exposição prolongada apresenta, como risco, o aparecimento de câncer na boca, nas narinas, no pulmão, no sangue e na cabeça.

No caso da escova progressiva , dependendo da concentração do formol, pode causar queda de cabelos . O risco do formol em sua aplicação indevida é tanto maior quanto maior a concentração e a freqüência do uso, e se dá pela inalação dos gases e pelo contato com a pele, sendo também perigoso para profissionais que aplicam o produto. O formol está sendo utilizado em concentrações maiores que a permitida com a função de alisante. O formol em concentrações permitidas não tem função de alisante.

Alertas: Não utilizar produtos sem registro. Em caso de dúvida, consulte o profissional médico de sua confiança. O consumidor que encontrar irregularidades poderá entrar em contato com a Vigilância Sanitária Municipal, Estadual ou com a Anvisa.

Fonte: ANVISA

Ultima atualização: 25/10/2005


Consumo freqüente de hambúrgeres apresenta associação dose-dependente com sintomas de asma


Pesquisadores publicaram, recentemente, no Allergy, um estudo em que testaram a hipótese de que o consumo de fast food está relacionado à prevalência de asma e alergia. Alterações do estilo de vida nos últimos 30 anos é a explicação mais provável para o aumento de doenças alérgicas neste período.

Como parte do Estudo Internacional de Asma e Alergias na Infância, um estudo de prevalência de 1321 pacientes pediátricos (idade média = 11,4 anos; variação = 10,1 - 12,5) foi conduzido em Hastings, na Nova Zelândia. Através de questionários padronizados, os pesquisadores coletaram dados sobre a prevalência de asma e sintomas asmáticos, bem como dados relacionados ao consumo de alimentos. Testes de sensibilidade cutânea foram realizados para pesquisa de alérgenos ambientais mais comuns e a hiperresponsividade brônquica induzida por exercício foi avaliada de acordo com protocolos padronizados. O índice de massa corpórea (IMC) foi calculado e classificado como sobrepeso ou obeso, de acordo com a definição padronizada internacionalmente.

Após ajuste para fatores relacionados ao estilo de vida, incluindo outras dietas e variáveis de IMC, comparados a pacientes que nunca comeram hambúrger, foi encontrado risco independente entre consumo de hambúrguer e antecedente pessoal de sibilância [consumo inferior a uma vez por semana (OR = 1,44; IC95% = 1,06 - 1,96) e consumo de mais de uma vez por semana (OR = 1,65; IC95% = 1,07 - 2,52)] e sibilância atual [consumo inferior a uma vez por semana (OR = 1,17; IC95% = 0,80 - 1,70) e consumo de mais de uma vez por semana (OR = 1,81; IC95% = 1,10 - 2,98)]. Consumo de hambúrger superior a uma vez por semana esteve marginalmente relacionado à hiperresponsividade brônquica induzida por exercícios (OR = 2,41; IC95% = 0,99 - 5,91). Não houve efeitos entre consumo de fast food e atopia.

Portanto, os pesquisadores concluíram que o consumo freqüente de hambúrgeres apresentou associação dose-dependente com sintomas asmáticos.

Uma resenha de Fast foods - are they a risk factor for asthma? - Allergy 2005;60(12):1537

Ultima atualização: 25/10/2005


Copo descartável libera substância cancerígena

Pesquisa realizada pelo Instituto de Química da Universidade Federal da Bahia (UFBA) revela que a quantidade de estireno presente nos copos descartáveis é "parcialmente" acima do recomendado pelo Ministério da Saúde. Os copos plásticos possuem poliestireno (derivado do petróleo) que submetido ao calor libera o estireno, monômero tóxico apontado como cancerígeno.

O contato com o estireno ocorre no momento em que se bebe um líquido quente, como o café. A pesquisa dos professores Jailson de Andrade e Pedro Afonso de Paula Pereira (do Instituto de Química) e do engenheiro químico Rodolfo Figueiredo de Oliveira, indica que a quantidade de estireno liberada pelos copos, em 10 minutos de contato, está em torno de 13,6 e 49,3ng/ml-I. A norma do ministério da Saúde restringe a 20ng/ml-I o índice.

O estudo foi financiado pela Fapesb e pelo CNPq.

Ultima atualização: 22/02/2005


HEPATITE A

O que é?
É uma inflamação do fígado (hepatite) causada por um vírus chamado Vírus da Hepatite A (HAV). Pelo seu modo de transmissão, esse tipo de hepatite é típico de áreas menos desenvolvidas, com más condições de higiene e falta de saneamento básico. Nesses locais, incluindo a maior parte do Brasil, predomina em crianças pequenas (2 à 6 anos), porém, indivíduos que não tiveram a doença quando crianças, podem adquiri-la em qualquer idade.

Como se adquire?
Ocorre pela via chamada fecal-oral, na maioria das vezes com fezes de pacientes contaminando a água de consumo e os alimentos. Pode ocorrer também entre pessoas que utilizam piscinas com água mal tratada e compartilham toalhas e lençóis imperceptivelmente contaminados por fezes, por exemplo.


HEPATITE B

O que é?
É uma inflamação do fígado causada pelo vírus da Hepatite B (HBV).

Como se adquire?
Transfusões de sangue foram a principal via de transmissão da doença, circunstância que se tornou rara com a obrigatória testagem laboratorial dos doadores. Atualmente, o uso compartilhado de seringas, agulhas e outros instrumentos entre usuários de drogas, assim como relações sexuais sem preservativo (camisinha) são as formas mais preocupantes de contaminação na população. O contato acidental de sangue ou secreções corporais, contaminadas pelo vírus, com mucosa ou pele com lesões também transmitem a doença. Gestantes (grávidas) contaminadas podem transmitir a doença para os bebês, sendo o parto normal ou por cesariana o principal momento de risco, o que pode ser minimizado pelo médico.


HEPATITE C

O que é?
É uma inflamação do fígado (hepatite) causada pelo vírus da hepatite C (HCV).

Como se adquire?
Situações de risco são as transfusões de sangue, uso compartilhado de seringas e agulhas (usuários de drogas) e acidentes nos quais profissionais da saúde fincam-se com agulhas ou são atingidos por secreções de paciente contaminado. Portanto, adquire-se hepatite C pelo contato entre o sangue ou secreção corporal contaminada com o sangue, mucosas ou pele machucada. Não foram demonstrados casos de transmissão da Hepatite C entre casais que mantiveram exclusivamente relações vaginais e fora do período menstrual. A transmissão em outras formas de relação sexual não está estabelecida. A transmissão materno-fetal é rara. Não são conhecidos casos de transmissão de hepatite C pelo leite materno. Apesar das formas conhecidas de transmissão, 20 a 30% dos casos ocorrem sem que se possa demonstrar a via de contaminação.

Mais devastadora das infecções de fígado, a hepatite C é uma epidemia silenciosa prestes a explodir. Os números da doença ainda são raros no país, mas o Ministério da Saúde estima que pelo menos 1,5 milhão de brasileiros já tiveram contato com o vírus causador do mal. A transmissão do vírus da hepatite C se dá exclusivamente através do sangue. As principais formas de contágio são as transfusões sanguíneas e o compartilhamento de seringas por usuários de drogas injetáveis. Cerca de 30% dos casos de hepatite C, contudo, se devem a causas não identificadas.

Dentro dessas causas não identificadas, podemos destacar o contato com material contaminado pelo vírus da hepatite C. A utilização de material dentário não esterilizado, por exemplo, pode trazer sérios problemas, bem como o uso de equipamentos cortantes no cabeleireiro, na manicure etc. Para prevenir a hepatite C, devem-se exigir agulhas descartáveis no acupunturista e no tatuador e lâminas novas no cabeleireiro. Fazer as unhas também exige cuidados especiais. O ideal é que cada pessoa leve seus próprios aparelhos ou observe como o profissional esteriliza seus equipamentos. No caso, a manicure deve lavar os aparelhos entre um uso e outro numa solução de água sanitária por pelo menos meia hora.

Quem recebeu transfusão de sangue antes de 1993 deve realizar o teste contra hepatite C porque antes desse ano não se fazia uma triagem específica nas doações. O tratamento da infecção dura de seis meses a um ano. Cerca de 70% dos portadores do vírus da hepatite C desenvolvem algum processo inflamatório de longa duração no fígado e alguns casos evoluem para uma cirrose ou até mesmo um câncer.

Ultima atualização: 12/09/2006