Alergias e Eczemas
Alergias a Alimentos
Psoríase
Dermatites ou Ezemas
          Dermatite de Contato
                  Causas Comuns de Dermatite Alérgica de Contato
                  Sintomas
                  Diagnóstico
                  Tratamento
           Dermatite Crônica das Mãos e Pés
                  Sintomas
                  Tratamento
           Dermatite Atópica
                  Sintomas
                  Diagnóstico
                  Tratamento Geral
                              Terapia Probiótica para Eczema Atópico
                              Células-Tronco e Dermatite Atópica
           Dermatite Seborréica
                  Sintomas
                  Tratamento
                  Dicas
           Dermatite Numular
           Dermatite Esfoliativa Generalizada
                  Sintomas
                  Tratamento
           Dermatite de Estase
                  Sintomas
                  Tratamento
           Dermatite Localizada Causada por Arranhadura         
                  Sintomas e Diagnóstico
                  Tratamento

Alergias a Alimentos

Alergias a alimentos podem ser difíceis de diagnosticar, pois muitas pessoas reagem de maneiras diversas a cada comida. Desse modo, fica difícil definir o que realmente pode ser uma alergia a alimento. Os alimentos podem causar vários tipos de reações:

    • Intolerância alimentar é uma reação anormal a um alimento ou aditivo alimentar. Ao contrário de uma reação alérgica onde o sistema imunológico é ativado e elabora uma resposta, a intolerância a alimentos pode ocorrer pela falta de uma enzima necessária para a digestão desse alimento. Pessoas intolerantes ao leite não produzem a enzima lactase responsável pela digestão da lactose, açúcar do leite. Essa dificuldade de digerir o leite poderá resultar em sintomas desagradáveis, mas não significa uma alergia.
    • Envenenamento por alimento é uma reação a substâncias tóxicas, bactérias ou parasitas presentes em comida contaminada.
    • Reações farmacológicas à comida são reações a aditivos alimentares ou a químicas que ocorrem normalmente nos alimentos. Se você fica nervoso ou irritado ao consumir café, essa é uma reação farmacológica à cafeína.
    • Alergia alimentar é o resultado de uma reação alérgica a um alimento ou aditivo alimentar. Ela pode se manifestar como náusea, vômito,diarréia, urticária, inchaço nos lábios, olhos, língua e até choque anafilático.

Os alimentos associados a reações alérgicas graves, como as reações anafiláticas, são amendoins, nozes, mariscos, crustáceos, ovos e sementes (de gergelim, por exemplo). Independentemente de anafilaxia, os alimentos que com maior freqüência provocam reações alérgicas são: leite de vaca, ovos, amendoim, crustáceos, mariscos e castanhas. Ter alergia a amendoim não significa ser alérgico a todos os tipos de castanha, mas isso é possível.

Seu médico pode realizar testes cutâneos (Patch Test) ou solicitar exames (RAST) para confirmar ou descartar a possibilidade de você ser alérgico a alimentos. Se a suspeita se confirmar, o melhor você evitar os alimentos aos quais é sensível, por menor que seja a sua quantidade.

Às vezes, as reações causadas por alergia a alimentos podem ser graves, por isso é aconselhável que você esteja preparado para uma emergência (principalmente se você já teve choques anafiláticos). Pessoas alérgicas a amendoim, nozes e castanhas, sementes, mariscos e crustáceos devem ter especial cuidado para evitar a ingestão acidental destes alimentos. Pergunte ao seu médico se você deve ter o kit com medicamento injetável para o caso de emergência. Também faça uma consulta de acompanhamento se ocorrerem reações anafiláticas.

Última atualização: 25/10/2005


Psoríase

A origem da psoríase é desconhecida. Diversos fatores podem influenciar sua manifestação, como: hereditariedade, alguns medicamentos (lítio, beta-bloqueadores), infecções (principalmente as causadas por estreptococos), doenças metabólicas (como diabetes) e fatores emocionais. Quem sofre desta doença passa por períodos de melhora e de recaídas ao longo de suas vidas.

A psoríase é caracterizada por placas avermelhadas que descamam, mais comumente localizadas nos cotovelos, joelhos e couro cabeludo, mas pode aparecer em todo o corpo. Na grande maioria dos casos, não apresenta risco para os pacientes. Normalmente as lesões são assintomáticas, mas pode haver coceira intensa. O maior problema, contudo, é o impacto psico-social. Não é uma doença contagiosa e o contato com estas pessoas ou suas lesões não oferecem qualquer risco aos outros, mas estas pessoas se sentem marginalizadas pelo aspecto das lesões.

Dor articular nos dedos das mãos, quadril e coluna cervical são sinais de psoríase artropática, mas que ocorre raramente. Nestes casos devem-se pedir radiografia das articulações acometidas, dosagem de HLA B27 no sangue (pois existe uma correlação genética), além de provas de função reumática, para descartar artrite reumatóide que pode ter um quadro semelhante.

O ciclo evolutivo das células epidérmicas dos pacientes com psoríase é mais rápido (cinco dias) do que na pele normal (13 dias). Por isso há grande produção de escamas, levando o paciente a ter aspecto de "escama de peixe".

O diagnóstico é simples, pois clinicamente as lesões têm um aspecto bem característico. Com a curetagem (raspagem), soltam-se escamas esbranquiçadas e, ao nos aprofundarmos levemente, sem causar dor ou desconforto, surge um leve sangramento. Em caso de dúvida, pode-se fazer uma biópsia (retirada de pequeno fragmento, sob anestesia local) para análise.

O tratamento visa ao controle da doença e não à cura. São prescritos desde xampus à base de substâncias que melhoram a descamação, como ácido salicílico, enxofre, coaltar; a cremes para uso local com substâncias como corticóides, ácido salicílico, enxofre, antralina, coaltar, vitamina D3 (calcipotriol) e tazaroteno.

A radiação ultravioleta traz benefícios aos pacientes com psoríase, devendo-se tomar os devidos cuidados. Em pacientes com psoríase acometendo mais de 30% da área corpórea costuma-se indicar o PUVA (cabines de ultravioleta A com uso prévio de medicamento). O ultravioleta B também tem suas indicações e a novidade é o UVB narrow band (banda estreita) para lesões localizadas.

Para pacientes com lesões extensas e rebeldes aos tratamentos tópicos, o tratamento sistêmico pode ser indicado, mas necessitam extensa avaliação prévia, com exames de sangue para verificarmos funções renais, hepáticas e outros. Estes medicamentos incluem: retinóides orais, ciclosporina, metotrexate, azatioprina, sulfonamidas, dentre outros. Por fim, os pacientes muitas vezes necessitam de um "rodízio" de tratamentos para se manterem controlados. O dermatologista é quem pode melhor orientá-los.

Última atualização: 22/02/2006


Dermatites ou Eczemas

A dermatite (ou eczema) é uma inflamação das camadas superiores da pele que produz bolhas, rubor, edema, secreção, formação de crostas, descamação e, geralmente, prurido. O coçar e o atrito contínuo da pele podem provocar o espessamento e o endurecimento da mesma. Alguns tipos de dermatite afetam apenas determinadas partes do corpo, outros podem ser generalizados.

Dermatite de Contato

A dermatite de contato é a inflamação causada pelo contato com uma determinada substância. A erupção permanece limitada a uma área específica e, freqüentemente, apresenta limites bem definidos. As substâncias podem causar inflamação cutânea através dos seguintes mecanismos: irritação (dermatite de contato irritativa) ou reação alérgica (dermatite de contato alérgica). Mesmo os sabões suaves, os detergentes e determinados metais podem irritar a pele após um contato freqüente.

Algumas vezes, a exposição repetida (mesmo à água) pode ressecar e irritar a pele. As substâncias irritativas fortes, como os ácidos, os álcalis (p.ex., produtos para limpeza) e alguns solventes orgânicos (p.ex., a acetona presente nos removedores de esmalte para as unhas), podem causar alterações cutâneas em poucos minutos.

Em uma reação alérgica, a exposição inicial a uma determinada substância (ou, em alguns casos, as primeiras exposições) não produz uma reação, mas a exposição seguinte pode provocar prurido e dermatite em 4 a 24 horas. Os indivíduos podem utilizar (ou podem ser expostos a) substâncias durante anos sem qualquer problema e, subitamente, apresentam uma reação alérgica. Mesmo as pomadas, as loções e os cremes utilizados no tratamento da dermatite podem causar esse tipo de reação.

Aproximadamente 10% das mulheres são alérgicas ao níquel, a causa mais comum de dermatite causada por jóias. As pessoas também podem desenvolver dermatite a partir de qualquer material com os quais entrem em contato durante o trabalho (dermatite ocupacional). Quando a dermatite ocorre após o indivíduo tocar determinadas substâncias e, em seguida, expor a pele à luz solar, o quadro é denominado dermatite de contato fotoalérgica ou fototóxica. Essas substâncias incluem os filtros solares, as loções pós-barba, certos perfumes, antibióticos, sucos de frutas, o alcatrão da hulha e óleos.

Causas Comuns de Dermatite Alérgica de Contato
Cosméticos:Substâncias químicas utilizadas para epilação, esmalte para unhas, removedores de esmalte, desodorantes, produtos umectantes, loções pós-barba, perfumes, filtros solares.
Composto metálico (em jóias): Níquel e Cromo
Plantas: Hera venenosa, carvalho venenoso, sumagre venenoso, tasneira, prímula, frutas cítricas, figo.
Drogas presentes em cremes de limpeza de pele: Antibióticos (penicilina, sulfonamidas, neomicina), anti-histamínicos (difenidramina, prometazina), anestésicos (benzocaína), anti-sépticos (timerosal), estabilizadores.
Substâncias químicas utilizadas na fabricação de peças do vestuário: Substâncias utilizadas para tingirem calçados; aceleradores da borracha e antioxidantes em luvas, calçados, roupas íntimas e outras peças do vestuário.

Sintomas

Os efeitos da dermatite de contato variam desde uma hiperemia (rubor) discreta e de curta duração até uma inflamação grave com formação de bolhas. Freqüentemente, a erupção cutânea apresenta pequenas vesículas (pequenas bolhas) pruriginosas. No início, a erupção cutânea é limitada ao local do contato, no entanto, posteriormente, ela pode disseminar-se. A área da erupção cutânea pode ser muito pequena (p.ex., os lobos das orelhas, quando a causa da dermatite são brincos) ou pode afetar uma grande área do corpo (p.ex., quando uma loção para o corpo é a causa da dermatite). Quando a substância responsável pela erupção cutânea é removida, a hiperemia desaparece em poucos dias. As vesículas podem drenar e formar crostas, mas elas secam rapidamente. A descamação residual, o prurido e o espessamento temporário da pele podem durar dias ou semanas.

Diagnóstico

A causa da dermatite de contato nem sempre é fácil de ser determinada, pois as possibilidades são infinitas. Além disso, a maioria dos indivíduos não tem conhecimento de todas as substâncias que entram em contato com sua pele. Freqüentemente, a localização da erupção inicial é uma pista importante. Quando o médico suspeita de uma dermatite de contato, mas um processo cuidadoso de eliminação não consegue definir a causa, poderá ser realizado um teste cutâneo (Patch Test). Para este teste, pequenos adesivos contendo substâncias que comumente causam dermatite são aplicados sobre a pele e mantidos durante dois dias para se observar se ocorre uma erupção cutânea sob um deles. Apesar de útil, o teste cutâneo é complicado. O médico deve decidir quais são as substâncias que devem ser testadas, a quantidade de cada substância que deve ser aplicada e quando o teste deve ser realizado. Além disso, a interpretação dos resultados do teste cutâneo pode ser difícil. Os testes podem fornecer resultados falso-positivos ou falso-negativos. A maioria dos indivíduos consegue descobrir a causa de sua dermatite sem o teste cutâneo, eliminando de modo sistemático as possíveis causas. Contudo, o teste cutâneo pode prover pistas importantes para se identificar a causa.

Tratamento

O tratamento consiste na remoção e no afastamento de tudo que esteja causando a dermatite de contato. Para prevenir a infecção e evitar irritação, o indivíduo deve limpar a área regularmente com água e um sabão suave. As vesículas não devem ser rompidas. O curativo seco também pode ajudar na prevenção contra as infecções. Os cremes ou as pomadas de corticosteróides geralmente aliviam os sintomas da dermatite de contato leve, exceto quando o indivíduo apresenta uma quantidade muito grande de vesículas, como no caso do contato com a hera venenosa. Algumas vezes, para os casos graves de dermatite de contato, são prescritos comprimidos de corticosteróides (p.ex., prednisona). Embora os anti-histamínicos aliviem o prurido em algumas situações, eles não são particularmente úteis na maioria dos casos de dermatite de contato.

Última atualização: 18/12/2005



Dermatite Crônica das Mãos e Pés

A dermatite crônica das mãos e dos pés consiste em um grupo de distúrbios nos quais as mãos e os pés tornam-se inflamados e irritados freqüentemente. A dermatite crônica das mãos é conseqüência de tarefas repetitivas e do contato com substâncias químicas. A dermatite crônica dos pés é conseqüência das condições de calor e de umidade produzidas pelas meias e calçados. A dermatite crônica pode produzir prurido na pele das mãos e dos pés além de dor. A dermatite de contato crônica das mãos geralmente tem sua causa na irritação provocada por substâncias químicas (p.ex., sabões, detergentes, produtos para limpeza) ou por luvas de borracha (látex).

Sintomas

A ponfólige (desidrose) é um distúrbio crônico (de longa duração) que causa a formação de vesículas pruriginosas nas palmas das mãos e nas laterais dos dedos, que também pode ocorrer nas plantas dos pés. Freqüentemente, as vesículas são descamativas, vermelhas e com saída de um líquido claro e espesso. A ponfólige é algumas vezes chamada de desidrose, o que significa "sudorese anormal", mas essa doença não tem qualquer relação com o suor. Além da dermatite de contato, a infecção fúngica é uma causa comum de erupção cutânea nos pés, especialmente as pequenas vesículas ou erupções cutâneas vermelhas e profundas. Algumas vezes, o indivíduo com uma infecção fúngica crônica nos pés apresenta uma dermatite nas mãos decorrente de uma reação alérgica ao fungo (mícides).

Tratamento

O tratamento da dermatite crônica depende de sua causa. Na maioria dos casos, o melhor tratamento consiste na eliminação da substância química que está irritando a pele. Os cremes de corticosteróides podem ser aplicados para tratar a inflamação. As infecções bacterianas que podem ocorrer nas lesões abertas da pele são tratadas com antibióticos. Quando a causa dos sintomas é um fungo, é prescrito um medicamento antifúngico local ou sistêmico.

Última atualização: 18/12/2005



Dermatite Atópica

A dermatite atópica é uma inflamação crônica e pruriginosa das camadas superiores da pele que freqüentemente afeta os indivíduos que apresentam febre do feno, asma e indivíduos que têm familiares com essas doenças (alergias familiares, a roupas de lã, aos pelos de animais, aos medicamentos, etc..). Os indivíduos com dermatite atópica comumente apresentam muitos outros distúrbios alérgicos. A relação entre a dermatite e esses distúrbios ainda não foi totalmente esclarecida.

Alguns indivíduos podem apresentar uma tendência hereditária para produzir um excesso de anticorpos (p.ex., imunoglobulina E) em resposta a vários estímulos diferentes. Muitas condições podem piorar a dermatite atópica, incluindo o estresse emocional, as alterações de temperatura ou de umidade, as infecções cutâneas bacterianas e o contato com tecidos irritantes (especialmente a lã). Em alguns lactentes, as alergias alimentares podem provocar dermatite atópica.

Sintomas

Algumas vezes, a dermatite atópica manifesta-se nos primeiros meses após o nascimento. Os lactentes podem apresentar erupções cutâneas avermelhadas, secretantes e que formam crostas na face, no couro cabeludo, na área perineal, nas mãos, nos membros superiores, nos pés ou nos membros inferiores. A dermatite freqüentemente desaparece em torno dos 3 a 4 anos de idade, embora a recorrência seja comum. Nas crianças maiores e nos adultos, a erupção cutânea freqüente ocorre (e recidiva) em apenas um dos cotovelos ou atrás dos joelhos.

Embora a cor, a intensidade e a localização da erupção variem, ela é sempre pruriginosa. Freqüentemente o prurido faz com que o indivíduo se coce de modo incontrolável, desencadeando um ciclo de prurido-coçar-erupção cutânea-prurido que piora o problema. O coçar e a fricção também podem causar laceração da pele, permitindo a entrada de bactérias e a subseqüente infecção. Por razões desconhecidas, os indivíduos com dermatite atópica crônica (de longa duração) algumas vezes apresentam catarata entre os 20 e os 40 anos de idade. Nos indivíduos com dermatite atópica, o herpes simples, o qual geralmente afeta uma pequena área e é leve, pode produzir uma doença grave com eczema e febre alta (eczema herpético). Outras viroses podem ser frequentes em indivíduos atópicos.

Diagnóstico

Várias visitas ao médico podem ser necessárias para o estabelecimento do diagnóstico. Não existe um exame ou teste específico para a dermatite atópica. O médico estabelece o diagnóstico baseando-se no padrão típico da erupção cutânea e, freqüentemente, no histórico de outros casos de alergia na família. Embora a dermatite atópica possa ser muito semelhante à dermatite seborréica nos lactentes, os médicos tentam diferenciar essas doenças porque as complicações e os tratamentos de cada uma são diferentes.

Tratamento

A dermatite atópica não tem cura, mas certas medidas podem ser úteis. Evitar o contato com substâncias que sabidamente irritam a pele pode evitar a ocorrência de uma erupção. Os cremes ou pomadas de corticosteróides podem aliviar uma erupção cutânea e controlar o prurido. No entanto, os cremes corticosteróides potentes aplicados sobre grandes áreas ou durante muito tempo podem causar sérios problemas médicos, sobretudo em lactentes, pois os corticosteróides são absorvidos pela corrente sangüínea.

Quando um creme ou uma pomada de corticosteróide parece perder a sua eficácia, ele pode ser substituído pela vaselina por uma semana ou mais e, em seguida, o tratamento deve ser reiniciado. A aplicação de vaselina ou de óleo vegetal sobre a pele pode ajudar a mantê-la macia e lubrificada. Quando o uso do corticosteróide é reiniciado após uma breve interrupção, é mais provável que ele volte a ser eficaz. Alguns indivíduos com dermatite atópica observam que o banho piora a erupção cutânea.

A água e o sabão e até mesmo a secagem da pele, sobretudo o atrito da toalha, podem ser irritantes. Para esses indivíduos, banhar-se com menos freqüência, secar a pele suavemente com uma toalha e a aplicação de óleos ou lubrificantes não-perfumados (p.ex., cremes hidratantes para a pele) sobre a pele úmida podem ajudar. Algumas vezes, um anti-histamínico (p.ex., difenidramina, hidroxizina) ajuda a controlar o prurido, em parte por atuar como um sedativo. Como esses medicamentos podem causar sonolência, o melhor é utilizá-los à noite.

Manter as unhas das mãos curtas pode ajudar a reduzir a lesão cutânea devida ao coçar e a diminuir a chance de infecção. É importante que o indivíduo aprenda a reconhecer os sinais da infecção da dermatite atópica (aumento da hiperemia, edema, estrias vermelhas e febre) e busque assistência médica o mais breve possível. Essas infecções são tratadas com antibióticos orais. Como os corticosteróides orais podem causar efeitos colaterais graves, os médicos os utilizam apenas como último recurso para os indivíduos que apresentam quadros de difícil tratamento.

Esses medicamentos orais podem causar retardo de crescimento, enfraquecimento ósseo, inibição das glândulas adrenais e muitos outros problemas, especialmente nas crianças. Além disso, seus efeitos benéficos são de curta duração. Por razões desconhecidas, o tratamento com luz ultravioleta combinado com doses orais de psoraleno, uma droga que intensifica os efeitos da luz ultravioleta sobre a pele, pode ajudar os pacientes adultos. Este tratamento raramente é recomendado para crianças devido a seus possíveis efeitos colaterais em longo prazo, incluindo o câncer de pele e a catarata.

Última atualização: 18/12/2005

Terapia probiótica para eczema atópico em lactentes

O tratamento com Lactobacillus GG ajuda a reduzir os sintomas de eczema atópico/síndrome de dermatite (AEDS) em lactentes sensibilizados por IgE, de acordo com um trabalho em recente edição de Allergy. Trabalhos anteriores sugeriram que as bactérias probióticas possam ser úteis em reduzir sintomas de AEDS em crianças alérgicas a alimentos. Para investigar melhor isso, o Dr. M. Viljanen, da Universidade de Helsinki na Finlândia, e cols. avaliaram sintomas de AEDS em 230 lactentes com suspeita de alergia ao leite de vaca que foram randomizados para receber Lactobacillus GG (LGG), LGG mais três outros probióticos ou cápsulas de placebo misturadas a alimento, duas vezes ao dia, por quatro semanas. Após a fase de tratamento, a estimulação com leite foi realizada e se diagnosticou alergia ao leite de vaca em 120 lactentes. Na análise global, os sintomas de AEDS caíram em 65% durante o estudo, mas não foram observadas diferenças entre os grupos de tratamento. No entanto, quando a análise ficou confinada a indivíduos sensibilizados por IgE, LGG exclusivamente, mas não com os outros probióticos, associou-se a uma redução significativa dos sintomas, em comparação com placebo (p = 0,036). Este achado foi verificado melhor quando os lactentes que tinham recebido antibióticos foram excluídos da análise. Influenciar a microflora intestinal por administração de bactérias probióticas para tratar alergia é uma nova alternativa. São necessários mais estudos para explorar os efeitos específicos de cepas e os mecanismos de diferentes bactérias probióticas sobre pacientes alérgicos.
Allergy 2005;60:495-500.

Última atualização: 18/12/2005



Células-Tronco e Vasculatura em Dermatite Atópica como Estímulo Potencial de Neoangiogênese

As lesões cutâneas da dermatite atópica são caracterizadas por alterações inflamatórias e por hiperplasia epitelial que necessitam de angiogênese (formação de vasos). As células-tronco podem participar deste processo através da secreção bidirecional de enzimas lesivas ao tecido e de fatores pró-angiogênicos. Em um estudo publicado recentemente na revista Allergy, os autores avaliaram a ocorrência e possível função das células tronco na derme papilar e nas camadas epidérmicas das lesões de dermatite atópica.

Secções seriadas em combinação com imunohistoquímica, histoquímica e análises da atividade do antígeno nuclear de proliferação celular (ANPC) foram utilizadas e relacionadas aos estudos da espessura epidérmica e expressão gênica. As células-tronco estavam localizadas na derme papilar e migraram através da lâmina basal para dentro da epiderme das lesões de dermatite atópica. Um aumento da atividade do ANPC nas células das camadas superficiais epidérmicas indicou ativação dos queratinócitos e estimulação do crescimento endotelial.

Apenas 30% das células tronco papilares que permaneceram com a triptase foram positivas para o azul de toluidina e 80% foram quimase positiva. A maioria das células tronco papilar e epidérmica estava localizada próximo às células endoteliais. A expressão vascular de endoglina (CD105) demonstrou processos neoangiogênicos. A estimulação das células-tronco levou à expressão de fatores pró-angiogênicos. A expressão gênica de fatores lesivos ao tecido tais como metaloproteinases da matriz também esteve aumentada.

De acordo com os autores, estes dados sugerem que na dermatite atópica, as células-tronco estão abundantemente localizadas junto e dentro da epiderme na qual elas podem estimular a neoangiogênese. Através dos novos vasos, as células inflamatórias, junto com os componentes do complemento e anticorpos, podem ser transportadas até a epiderme e auxiliar na defesa contra os antígenos ambientais e manter a inflamação crônica.

Mast cells and vasculature in atopic dermatitis potential stimulus of neoangiogenesis - Allergy - 2005; 60(1):90

Última atualização: 18/12/2005

Dermatite Seborréica

A dermatite seborréica (ou eczema seborréico) é uma inflamação das camadas superiores da pele, causando a formação de escamas no couro cabeludo, na face e, ocasionalmente, em outras áreas. Freqüentemente, a dermatite seborréica ocorre em famílias e em geral a piora com o tempo frio. Na maior parte da superfície do corpo, as escamas de pele morta (camada córnea) caem sem serem percebidas (descamação), mas no couro cabeludo podem se acumular formando a caspa. A caspa é um processo normal que ocorre durante toda a vida, não é contagiosa, ocorre em ambos os sexos, tem períodos de melhoras e pioras, sendo que 50% dos brasileiros têm caspa pelo menos uma vez ao ano. No inverno a pele se torna mais oleosa, devido a maior atividade das glândulas sebáceas, por isso nesse período a caspa pode ocorrer nas pessoas que já têm propensão.

Sintomas

A dermatite seborréica geralmente inicia de modo gradual, causando uma descamação seca ou oleosa do couro cabeludo (caspa), algumas vezes com prurido, mas sem queda de cabelo. Nos casos mais graves, pápulas de coloração amarelada a avermelhada surgem ao longo da linha do cabelo, atrás das orelhas, nos canais auditivos, nas sobrancelhas, na ponte nasal, em torno do nariz e sobre o tronco. A causa da caspa não está decisivamente estabelecida, podendo ser agravada pelo frio, transpiração, baixa freqüência de lavagem dos cabelos, estados de tensão nervosa que propiciam o aumento de microorganismos como bactérias e fungos no couro cabeludo, como o fungo Ptyrosporum ovale.

Nos recém-nascidos com menos de um mês de vida, a dermatite seborréica pode causar a formação de uma lesão crostosa, amarela e espessa no couro cabeludo (crosta láctea) e, algumas vezes, uma descamação amarela atrás das orelhas e pápulas vermelhas sobre a face. Freqüentemente, uma erupção persistente na área da fralda acompanha a erupção do couro cabeludo. As crianças maiores podem apresentar uma erupção descamativa, espessa, persistente e com grandes escamas.

Muitas pessoas com caspa ficam evitando lavar a cabeça, com medo de que os cabelos caiam, ficando assim com os cabelos empastados, o que agrava ainda mais o quadro. Quando não tratada a tempo, a caspa pode levar à calvície, tanto em homens como em mulheres, portanto não só a hereditariedade influi no surgimento da calvície como se pensava, sendo a caspa uma delas.

Como a caspa não tem cura definitiva, concluímos que a propriedade mais desejável de um xampu anticaspa é a remoção da caspa e a supressão da recorrência da mesma. Até a próxima utilização do produto. Substâncias como o sulfato de selênio, zinco piridine, corticóides, cetoconazol e o octopirox olamina (usados sob a forma de xampus, condicionadores ou tônicos capilares), têm sido usados com bons resultados no controle da caspa.

Não se deixe levar por propagandas enganosas, existe uma quantidade muito grande de xampus que prometem verdadeiros milagres contra a caspa, sendo que alguns, por conterem muitas substâncias químicas, podem até lesar os cabelos, se usados por muito tempo. Procure só usar um xampu receitado por um médico dermatologista, pois este profissional saberá qual o produto mais indicado, se este for o seu problema.

Um péssimo hábito das pessoas que tem caspas é achar que o mesmo medicamento ou produto usado por um amigo pode ter o mesmo efeito para ele. Cada caso é um caso, por isso ninguém melhor que um dermatologista para determinar o que fazer e qual o melhor remédio. Além disso, é preciso tomar muito cuidado com as famosas receitas caseiras. Determinados recursos podem somente provocar irritações e não resolvem o problema.

Tratamento

Nos adultos, o couro cabeludo pode ser tratado com xampus contendo piritiona zinco, sulfeto de selênio, ácido salicílico, enxofre ou alcatrão. Geralmente o indivíduo utiliza esses xampus em dias alternados até controlar a caspa e, em seguida, duas vezes por semana. Freqüentemente, o tratamento continua durante muitos meses. Quando a dermatite retorna após a interrupção do tratamento, ele pode ser reiniciado.

As loções que contêm corticosteróides também podem ser aplicadas sobre a cabeça e outras áreas afetadas. Sobre a face, devem ser utilizadas somente loções de corticosteróides não muito potentes (p.ex., com hidrocortisona a 1%). Mesmo os corticosteróides pouco potentes devem ser utilizados com cautela, pois o seu uso prolongado pode reduzir a espessura da pele e causar outros problemas.

Quando a terapia com corticosteróides não elimina a erupção, o creme de cetoconazol é algumas vezes utilizado. Nas crianças pequenas que apresentam uma erupção descamativa espessa sobre o couro cabeludo, pode-se friccionar delicadamente o ácido salicílico dissolvido em óleo mineral sobre a erupção com uma escova de dente macia todas as noites. O couro cabeludo também é lavado diariamente com xampu até o desaparecimento das escamas espessas.

Dicas

  • Higiene: A lavagem periódica dos cabelos contribui sobremaneira para remoção de agentes poluidores como poeiras, resíduos industriais, além disso, elimina a oleosidade excessiva. Lavar a cabeça todo dia não causa queda de fios; apenas elimina os que iam cair de qualquer forma. A chave para o combate da caspa é eliminar as escamas com a mesma velocidade com que se formam, lavando o cabelo diariamente com o xampu diluído em água. Geralmente um xampu comum funciona muito bem. Escove o cabelo antes de cada lavagem. Com o tempo, talvez possa lavar o cabelo um dia sim e outro não sem que haja acúmulo de caspa, mas provavelmente nunca poderá lavá-lo com menos freqüência do que isto.
  • Se o couro cabeludo está vermelho ou irritado ou as escamas são muito gordurosas, use um xampu especial medicamentoso na segunda lavagem. Estes xampus não apenas eliminam a caspa, mas também retardam o processo de esfoliação da pele. Este tipo de xampu é utilizado de uma forma especial: passe o produto diluído em todo o couro cabeludo, espere 3 minutos e enxágüe completamente. Faça isto por três dias seguidos e a seguir uma vez por semana. Use um xampu comum nos outros dias.
  • Alimentação: Outro reforço importante para os portadores da caspa é fazer uma alimentação mais saudável. Portanto adquirir hábitos alimentares saudáveis, não melhora somente o problema da caspa, mas também ajuda em uma série de outros problemas que estão relacionados com a dieta alimentar, por exemplo, o excesso de peso, colesterol alto, entre outros. Procure uma alimentação que inclua frutas, legumes, alimentos protéicos, e evitando o uso de gorduras animais e açucares em excesso, já que essas últimas agravam o quadro (dietas hipercalóricas). A alimentação equilibrada é uma grande aliada, pois a caspa também tem relação com desnutrição e distúrbios digestivos.
  • Bebidas Alcoólicas: O álcool inibe a atividade de algumas vitaminas do complexo B, que agem no folículo piloso, ou seja, na raiz dos cabelos, causando desequilíbrio das glândulas sebáceas. É nessa região que estas glândulas passam a funcionar mais gerando uma hipersecreção sebácea, que se deposita na superfície do couro cabeludo, formando a caspa.
  • Massagem Capilar: Faça uma automassagem com as mãos pressionando o couro cabeludo com a ponta dos dedos. Gaste uns cinco minutos todos os dias para a automassagem, pois isto ativa a circulação no couro cabeludo.
  • Tensão: Combata situações de stress crônico, ou seja, o excesso de tensão, procurando relaxar. A tensão nervosa age negativamente levando a distúrbios gastrintestinais, cardiovasculares, psíquicos, baixa as defesas do sistema imunológico e também leva a problemas dermatológicos como a caspa. A prática de atividades esportivas alivia as tensões do dia a dia.
  • Como saúde e automedicação não combinam, buscar a orientação de um especialista - no caso um dermatologista, é sempre o melhor caminho.


Última atualização: 25/10/2005

Dermatite Numular

A dermatite numular é uma erupção cutânea persistente e geralmente pruriginosa acompanhada por uma inflamação caracterizada por manchas em forma de moeda que contêm pequenas vesículas, crostas e escamas. A sua causa é desconhecida. Geralmente, a dermatite numular afeta os indivíduos de meia idade, ocorre concomitantemente com a pele seca e é mais comum no inverno. No entanto, a erupção cutânea pode surgir e desaparecer sem qualquer razão aparente.

As manchas arredondadas iniciam como áreas pruriginosas contendo pápulas e vesículas que, posteriormente, exsudam e formam crostas. A erupção pode ser disseminada. Freqüentemente essas manchas são mais evidentes sobre a face anterior dos membros superiores e inferiores e sobre as nádegas, podendo também ocorrer no tronco. Muitos tipos diferentes de tratamento têm sido utilizados, mas nenhum é eficaz para todos os indivíduos afetados. Os tratamentos incluem os antibióticos orais, os cremes e as injeções de corticosteróides e a luz ultravioleta.

Última atualização: 18/12/2005

Dermatite Esfoliativa Generalizada

A dermatite esfoliativa generalizada é uma inflamação grave que afeta toda a superfície cutânea e produz hiperemia e descamações intensas. Certos medicamentos (sobretudo as penicilinas, as sulfonamidas, a isoniazida, a fenitoína e os barbitúricos) podem causar a dermatite esfoliativa generalizada. Em alguns casos, trata-se de uma complicação de outras doenças da pele como, por exemplo, a dermatite atópica, a psoríase e a dermatite de contato. Certos linfomas (cânceres dos linfonodos) também podem causar dermatite esfoliativa generalizada. Em muitos casos, nenhuma causa pode ser encontrada.

Sintomas

A dermatite esfoliativa generalizada pode iniciar de forma rápida ou lenta. Toda superfície cutânea torna-se vermelha, descamativa, espessa e, às vezes, com crostas. Alguns indivíduos apresentam prurido e aumento dos linfonodos. Embora muitos apresentem febre, eles podem sentir frio porque uma grande quantidade de calor é perdida através da pele lesada. Grandes quantidades de líquido e de proteínas podem extravasar e a pele lesada é uma barreira deficiente contra as infecções.

Tratamento

O diagnóstico e tratamento precoces são importantes para evitar que a infecção e a perda de líquido e de proteínas coloquem a vida do paciente em risco. Qualquer medicamento ou substância química que possa estar causando a dermatite deve ser eliminado. Quando a causa da dermatite é um linfoma, o tratamento deste ajuda a eliminá-la. Os indivíduos com dermatite esfoliativa generalizada grave freqüentemente necessitam de hospitalização e são tratados com antibióticos (para combater a infecção), líquidos intravenosos (para repor a perda líquida através da pele) e complementos nutricionais. O tratamento deve incluir medicações e cobertores térmicos para controlar a temperatura corpórea. Os banhos frios seguidos por aplicações de vaselina e curativos com gaze podem ajudar a proteger a pele. Os corticosteróides (p.ex., prednisona) administrados pela via oral ou intravenosa são utilizados somente quando as outras medidas não forem eficazes ou quando a doença torna-se grave.

Última atualização: 18/12/2005



Dermatite de Estase

A dermatite de estase é a hiperemia crônica com descamação, calor e edema (inflamação) que afeta as partes inferiores das pernas, cuja pele apresenta uma coloração castanha escura. A dermatite de estase é decorrente do acúmulo de sangue e de líquido sob a pele e, por essa razão, tende a ocorrer em indivíduos que apresentam varizes e edema.

Sintomas

Geralmente, a dermatite de estase ocorre sobre os tornozelos. No início, a pele torna-se avermelhada e apresenta uma descamação discreta. No decorrer de semanas ou meses, a pele torna-se castanha escura. Freqüentemente, o acúmulo subjacente de sangue é ignorado durante muito tempo, durante o qual o edema aumenta assim como o risco de infecção e de uma eventual lesão cutânea grave (ulceração).

Tratamento

O tratamento em longo prazo visa reduzir as chances de acúmulo de sangue nas veias localizadas em torno dos tornozelos. Manter os membros inferiores acima do nível do coração impede que o sangue se acumule nas veias e que ocorra o acúmulo de líquido na pele. Meias compressivas adequadas podem ajudar a impedir lesões cutâneas graves por impedirem o acúmulo de líquido nas pernas.

Tratamentos adicionais comumente não são necessários. Para a dermatite de início recente, o uso de compressas calmantes (p.ex., gaze embebida em água) pode fazer com que a pele melhore e, além disso, mantendo a pele limpa, ajuda a evitar infecções. Quando o quadro piora (aumento da temperatura, aumento da hiperemia e presença de pequenas úlceras ou de pus), um curativo mais absorvente pode ser utilizado.

Os cremes de corticosteróides também são úteis e freqüentemente são combinados com uma pasta de óxido de zinco. É realizada a aplicação de uma camada fina. Quando o indivíduo já apresenta úlceras grandes ou generalizadas, são necessários curativos mais substanciais. Tradicionalmente, a pasta de óxido de zinco é utilizada, porém novos curativos que já contêm materiais absorventes são mais eficazes.

Os antibióticos são utilizados somente quando a pele já se encontra infectada. Algumas vezes, pode ser realizado o enxerto de pele retirada de uma outra área do corpo para cobrir úlceras muito grandes. Alguns indivíduos podem necessitar de uma Bota de Unna, um dispositivo semelhante a um aparelho de gesso contendo uma pasta gelatinosa que contém zinco. A bota ajuda a proteger a pele contra a irritação e a pasta ajuda a curar a pele. Se a bota for desconfortável ou não puder ser usada, o mesmo tipo de pasta pode ser utilizado sob os curativos mantidos por meias compressivas. Na dermatite de estase, a pele irrita facilmente. Os cremes com antibióticos, os cremes de primeiros socorros (anestésicos), o álcool, o óleo de amêndoas, a lanolina ou outras substâncias químicas não devem ser utilizados porque podem piorar o quadro.

Ultima atualização: 18/12/2005

Dermatite Localizada Causada por Arranhadura

A dermatite localizada causada por arranhadura (líquen simples crônico, neurodermite) é uma inflamação crônica e pruriginosa da camada superior da pele. Ela causa ressecamento, descamação e áreas espessas, escuras, ovaladas, irregulares ou angulares. A sua causa é desconhecida, mas fatores psicológicos podem ter algum papel. A doença não parece ser alérgica. Mais mulheres que homens apresentam a dermatite localizada causada por arranhadura. Geralmente, ocorre entre os 20 e os 50 anos de idade.

Sintomas e Diagnóstico

A dermatite localizada causada por arranhadura pode ocorrer em qualquer local do corpo, inclusive no ânus (prurido anal) e na vagina (prurido vaginal). Nos estágios iniciais, a pele apresenta um aspecto normal, mas é pruriginosa. Posteriormente, ocorre ressecamento, descamação e áreas escuras decorrentes do coçar e da fricção da pele. Os médicos tentam descobrir se o estresse psicológico, as alergias ou doenças subjacentes podem ser a causa do prurido inicial. Quando o quadro é localizado em torno do ânus ou da vagina, o médico pode investigar a possibilidade de oxiuríase, tricomoníase, hemorróidas, secreções locais, infecções fúngicas, verrugas, dermatite de contato ou psoríase.

Tratamento

Para curar a doença, o indivíduo deve parar de arranhar e de friccionar a pele que causam irritação da mesma. Para ajudar a controlar o prurido, o médico prescreve anti-histamínicos que devem ser administrados pela via oral e cremes de corticosteróides que devem ser friccionados delicadamente sobre a área afetada. Um curativo cirúrgico saturado com um corticosteróide não só provê um tratamento, mas também evita que a pessoa arranhe o local.

O médico pode injetar corticosteróides de ação prolongada sob a pele para controlar o prurido. Outras medicações para controlar o prurido (p.ex., hidroxizina ou doxepina) também podem ser úteis para alguns indivíduos. Quando esse quadro ocorre em torno do ânus ou da vagina, o melhor tratamento é o creme de corticosteróide. A pasta de óxido de zinco pode ser aplicada sobre o creme para proteger a área. Ela pode ser removida com óleo mineral. A fricção muito intensa com papel higiênico após a evacuação pode piorar o quadro.

Última atualização: 18/12/2005